Cicloviagem LatAm | Trecho 11#: Tangará da Serra, MT, Brasil – Puerto Maldonado, Perú

*Artículo traducido al español

Foi uma semana de desfrute que eu e Mariana tivemos na cidade de Tangará. Compartilhamos muito com os amigos do grupo Pedale, e seguimos firmes e descansados. A idéia era pedalar rumo a aldeia dos índios Paresi, e conhecer um pouco de sua cultura, além das belas paisagens. No blog há um relato especial sobre esse percurso.

Nessa região, pouco desmatada pelos fazendeiros do gado, pudemos experimentar um pouco do clima de cerrado, e se banhar nos caudalosos ríos. Viemos em boa hora, as constantes chuvas mantinham as estradas de areia em boas condições, além das lindas quedas d’agua.

Fue una semana de descanso que yo y mariana tuvimos en Tangará da Serra, MT. Compartimos mucho con los amigos del grupo Pedale, y seguimos fuertes. La ideia era pedalear rumbo a aldeia indígena de los indios Paresi, y conocer un poco de su cultura, además de las bellas paisajes. En el blog hay un relato especial sobre eso percurso (solo en portugues).

En esa región, poco desmatada por los jefes del ganado, pudimos probar el clima del cerrado, y bañarse en los fuertes ríos. Venimos en buena hora, las constantes lluvias dejaban las carreteras de arena buenas para el pedaleo, además de lindas cascatas llenas de água.

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Voltamos para o asfalto e em dois dias de pedalada chegamos na cidade de Campo Novo dos Parecis, MT. Abrigados na casa do amigo Ademar, eu e Mariana tomamos a decisão de nos separar, e cada um seguir seus objetivos em solitário. Nos despedimos com muita emoção, e enquanto Mariana voltava em ônibus para São Paulo, amarrei meus equipamentos na magrela, e pedalei rumo Vilhena, a primeira cidade do estado de Rondônia.

No caminho a Sapezal, passei novamente pelas terras dos Paresi, e aproveitei da oportunidade para me banhar no rio Sacre. Acampei em uma aldeia, e fui muito bem acolhido, sendo convidado para a janta e café, além de ganhar um colar muito lindo.

Volvemos al asfalto y en dos días de pedaleo llegamos en Campo Novo dos Parecis, MT. Alojados en la casa del amigo Ademar, yo y Mariana decidimos por nos separar, y cada uno seguir sus objectivos en solitário. Nos despedimos con mucha emoción, y mientras Mariana volvía en autobus hacia São Paulo, armé mis equipos en la bici, y pedaleé rumbo Vilhena, la primera ciudad del estado de Rondônia.

En el camino a Sapezal, pasé nuevamente por las tierras de los Paresi, aproveche la oportunidad para bañarme en el río Sacre. Acampé en una aldeia, y fue muy bien acojido, fue invitado a ceñar y a dasayunar con ellos, además de ser regalado con un muy lindo colar.

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Relato Especial: Os Paresi da Chapada

Em meu recorrido pelo centro-oeste brasileiro me deparei com uma nova realidade, nunca antes conhecida por mim: As reservas indígenas. Devo dizer que fiquei vislumbrado de conhecer um “Brasil selvagem”, onde a língua oficial não é o português, as casas não são quadrangulares, e os costumes singulares.

Os Parecis, povo indígena, vivem hoje espremidos entre centenas de milhares de hectares de soja, milho e gado. Com as tradições e costumes já muito alterados devido ao contato com o catolicismo, vivem ainda índios em sua plenitude. Banham-se em rios, trabalham de acordo com suas regras, e se conversam em Aruaque – sua língua materna. Alguns inclusive vivem em suas ocas e dormem em redes, depois de ver a novela e checar as redes sociais, é claro.

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Ao que consegui compreender das conversas com os caciques, e dos meus estudos acerca de suas origens, os Parecis começaram o contato intensivo com o homem branco só no início do século XX, quando Marechal Rondon, em expedição militar, passou pela região a construir o telégrafo para conectar a capital – Rio de Janeiro – à Amazonia Ocidental.

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O primeiro lugar que tive contato com os Parecis foi na cabeceira do rio Formoso, em Tangará da Serra/MT. Nessa aldeia fomos recebidos de forma atípica: de início o cacique queria nos cobrar um valor para a entrada, até que entendeu que estamos cruzando o continente a conhecer as nações latinoamericanas, e não nos resta muito dinheiro, além do necessário para comprar comida no caminho. Depois de explicar que estamos pedalando mais de três semanas pela Chapada dos Parecis, desde Nobres/MT, e só para chegar a essa aldeia foram quatro dias em estradas de barro de péssimo estado, o cacique Nelsinho nos proveu um local para acampar por duas noites.

Ao entender o nosso propósito – e ver as fotos que eu trazia de outros lugares do continente – a agitação foi geral. Os moradores da aldeia vinham, revezadamente, a nos conhecer e falar conosco em nosso acampamento. Os dois dias que estivemos lá pudemos absorver um pouco da cultura Paresi, arriscar umas palavras em Aruaque – sua língua materna -, e também contar um pouco do que vimos mais a lá das chapadas do centro sulamericano.

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Parecidos com os bolivianos não só em fisionomia, mas também em seu jeito fechado, conforme ganhamos intimidade, eles se abriram e levaram-nos gentilmente a conhecer um pouco de seus costumes e belezas naturais.

Sempre preocupado com nossa partida, o cacique do rio Formoso nos arrumou uma carona para nos levar diretamente ao asfalto. Uma gentileza que nos fez economizar mais de 20km de “empurrada” em estradas de areião.

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O meu segundo contato com os índios Parecis foi na estrada que liga Campo Novo dos Parecis/MT a Sapezal/MT. Ao contrário do que muitos me falavam acerca do pedágio dos índios, a única coisa que me cobraram foi explicações de onde eu vinha, e na verdade eu que saí ganhando água gelada e um tapinha das costas, “É muito coraji memo!”.

O pedágio dos Parecis é visto com maus olhos pelas pessoas da região, entretanto eu acho que é uma forma justa de angariar verba para melhorar a situação de vida, visto que a estrada, muito usada pelos fazendeiros para escoar a produção, passa por terra Indígena. As terras e ríos que outrora floresceram de fertilidade, hoje estão pobres e devastados pela ação dos latifundiários da soja e gado. Para viver nos dias de hoje, é necessário dinheiro.

Acampei em uma aldeia, 8km depois do pedágio, e lá fui muito bem recebido. Entendi a relação de troca, e com isso acabei ganhando um lindo colar, além de ser guiado no dia seguinte para uma cachoeira no rio Sacre.

No dia seguinte, ao olhar atento do cacique Narciso, parti de viagem. Posso dizer que fiquei muito feliz de ver pessoas simples que, no meio desse grande deserto criado pela ganância financeira, vivem felizes sob suas regras e costumes.

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Cicloviagem LatAm | Trecho #10: Campo Grande, MS, Brasil – Tangará da Serra, MT

*Artículo traducido en español

Com início em 13 de Janeiro de 2017, esse trecho trouxe muitas boas surpresas. A melhor delas é que minha namorada e companheira, Mari da Luz, vai me acompanhar na viagem de agora em diante. Fomos recebidos pelo casal Odair e Beth em Campo Grande e, após uma estupenda acolhida, pedalamos confiantes rumo ao norte desconhecido.

Apesar de todo trecho até Rondonópolis, MT ser pela BR163 – região de gado e soja, muito movimentada -, deu pra curtir umas cachoeiras e balneários em Rio Verde de Mato Grosso, MS.

Con início en 13 de enero de 2017, eso tramo fue de muchas buenas sorpresas. La mejor es que ahora voy viajar acompañado de Mari da Luz, mi novia. Fuimos acogidos en Campo Grande por la pareja Odair y Beth, y después de disfrutar de la recepción, pedaleamos confiantes rumbo al norte desconocido.

Todo el tramo hacia Rondonópolis, MT fue por una ruta nacional – región de soya y ganado, muy transitada -, pero nosotros pudimos nos refrescar en algunas cascatas en Rio Verde de Mato Grosso, MS.108

A grande maioria dos 500km que separam o estado do Mato Grosso do Sul do Mato Grosso é pura plantação de soja – destinada ao gado – ou pasto para bois. Essa característica gerou grande desconforto para nós, pois era muito difícil encontrar sombra. A oferta de verduras e frutas nos mercados também era muito precária, visto que esses produtos têm de vir de outros estados para abastecer a região.

La gran mayoría de los 500km que separon la província de MS con MT es puro campo de soya – para el ganado – o pasto para buey. Esa característica generó gran discomfort para nosotros, pues es muy difícil encontrar una sombra. La oferta de verduras y frutas en los almacenes tambíen es muy flaca, visto que esos productos tienen que venir de otras provincias para abastecer la región.

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Crônica: Uma carta a meu amigo.

*Artículo traducido en español por Edû A. Espinoza

Caro amigo,

Conto-lhe que nos últimos tempos estive atravessando muitas terras. Florestas, mangues, trópicos e pampas a perder de vista. E que vista as montanhas do deserto! Com os antigos, aprendi a escutar os ensinamentos do clima e geografia. Com os silvestres animais dos impenetráveis alagados amazônicos, percebi que cada um tem seu espaço neste mundo, mas há que lutar por um lugar à sombra.

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Ainda em meu hibernáculo, juntava muitos pertences os quais julgava necessários para sobreviver às intempéries desta jornada. Roupas e ferramentas de mais para experiência de menos. O peso, meu amigo, o peso e a geografia me ajudaram a escolher o que era realmente necessário. A solidão das praias desertas me ensinou a necessidade do equilíbrio individual.

Não se engane, o amigo esteve lá, sempre pronto a me ajudar, porém isso ocorreu somente quando entendi o amor por meu corpo, minhas ideias e meus sonhos. Nas úmidas e gélidas pampas o que mudava não era a paisagem, e sim as pessoas. Adequar-se às culturas e costumes, assim como quem se adequa ao verão ao se banhar em um rio, foi o que moveu meu coração.

E como  pulsava esse coração ao ver, novamente, montanhas no horizonte! Entre altos e baixos fiz meu caminho, o norte dos meus sonhos. Caro amigo, estiveste na porta do deserto para me receber, me ensinaste os modos e me deste as ferramentas, para que só, eu pudesse vencer meus medos. E entre areia, pedras e o vento que as ama, no sítio mais alto em que pus meus pés, foi onde vislumbrei o magnífico. Sonhos cada vez mais realistas tentavam sacar-me da magnífica e seca realidade.

O afã de perseguir esses sonhos cobrou seu preço. O sofrimento de, uma vez mais, atravessar cordilheiras montanhosas, não foi nada. A calorosa recepção ao pé da última montanha encheu meu espirito de energia. O preço veio depois. Ser enganado, roubado e maltratado recobrou a necessidade de buscar o equilíbrio individual. Só assim, meu caro amigo, tu abriste novamente tuas portas a mim.

Aprendi que todo bônus tem seu ônus. Pelos prados amazônicos sigo a teu lado, sempre buscando, em medidas, o equilíbrio dos opostos, a saber que quanto maior o esforço, maior a recompensa. Escrevo-te para que fique registrado meu apreço por tua constante presença. Tu, meu amigo, que deste incentivo e me acompanhou quando precisei, ou mesmo quando só proferiu uma palavra de sorte é, junto de mim, o maior realizador desta jornada.

Grande abraço,

Teu sempre amigo, o colecionador de emoções.

Querido amigo,

Te cuento que últimamente he pasado por muchas tierras. Bosques, manglares, trópico y pampa hasta donde se pierde la vista. Y qué vista la de las montañas del desierto! Como los antiguos, he aprendido a escuchar las enseñanzas del clima y la geografía. Con los animales silvestres de los impenetrables anegados de la Amazonía me di cuenta que cada uno tiene su lugar en este mundo, pero hay que luchar por un lugar en la sombra.

Aún en mi hibernáculo, junté muchas cosas que creía que necesitaba para sobrevivir a la intemperie en estas jornadas. Ropas y herramientas de más por experiencias de menos. El peso, mi amigo, el peso y la geografía me ayudaron a escoger lo que realmente necesitaba. La soledad de las playas desiertas me enseñó la necesidad del equilibrio individual.

No se equivoque, el amigo estaba allí, siempre dispuesto a ayudarme, mas eso fue sólo cuando entendí el amor por mi cuerpo, mis ideas y mis sueños. En la pampa húmeda y helada lo que cambió no fue el paisaje, sino las personas. Adaptarse a las culturas y costumbres, como quien se adapta al verano mientras se bañaba en un río, era lo que movía mi corazón.

Y cómo latía ese corazón al ver de nuevo las montañas en el horizonte! Entre altos y bajos hice mi camino hacia el norte de mis sueños. Estimado amigo, estabas allí en la puerta del desierto para recibirme; me enseñaste las formas y me diste las herramientas para que -sólo- pudiera superar mis miedos. Y entre la arena, rocas y el viento que las ama, en el lugar más alto donde puse mis pies, fue desde donde vislumbré lo magnífico. Sueños cada vez más realistas trataban de sacarme de la magnífica y seca realidad.

El afán de perseguir esos sueños tuvo su precio. El sufrimiento de, una vez más, cruzar cordilleras no era nada. La calurosa bienvenida al pie de la última montaña llenó mi espíritu de energía. El precio llegó más tarde. Al ser engañado, robado y maltratado recuperé la necesidad de buscar el equilibrio individual. Sólo así, mi querido amigo, has abierto de nuevo tus puertas para mí.

Aprendí que cada bonificación tiene su precio. Por los prados amazónicos sigo a tu lado, siempre buscando, con medida, el equilibrio de los opuestos. Es decir, que cuanto mayor sea el esfuerzo, mayor será la recompensa. Me dirijo a ti para que quede constancia de mi agradecimiento por tu presencia constante. Tu, mi amigo, que me diste incentivo y me acompañaste cuando lo necesitaba, o incluso cuando sólo pronunciaste una palabra de suerte estás conmigo, el más grande realizador de esta jornada.

Gran abrazo,

Tu amigo siempre, el coleccionador de emociones.

 

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Cicloviagem LatAm | Trecho #9: Cochabamba, Bolívia – Campo Grande, MS, Brasil

*Artículo traducido en español

Foi praticamente um mês de descanso entre os dias 6 de setembro, até o dia 2 de outubro. Matei as saudades de Mariana, conheci sua linda família, e renovei minhas energias. Esse último trecho de quase 2000km foi de puro pedal, não arreguei em nenhuma subida, e o coração pulsava forte de saudades do meu Brasil. É hora de voltar pra casa.

Fue casi un mes de descanso mientras los dias 6 de septiembre y 2 de octubre. Encontré Mariana, conocí su linda familia, y renové minas energias. Eso ultimo tramo de praticamente 2000km fue de puro pedal, no hey rompido las pelotas in ni siquiera una trepada, y mi flaco corazón latía por Brasil. Es hora de volver a casa.

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Cicloviagem LatAm | Trecho #8: San Pedro de Atacama, CL – Uyuni, BO

*Artículo traducido en español

Na minha visão, esse trecho da expedição foi o mais desafiador e mágico. Nos nove dias pedalando pra cruzar o paso de Jama, eu aprendi a ter respeito e admiração pelo clima de puna. Depois de um descanso de 4 dias na hiper-turística cidade de San Pedro do Atacama, era hora de pedalar rumo ao meu novo desafio: A travessia para o altiplano boliviano via deserto do Atacama.

O estudo de ventos e altimetria se tornou rotina, e nos 100km que separam S. Pedro de Calama não tem nada, além de cordilheiras de sal e areia. 40km de subida desde os 2400m até 3410m (paso Barros Arana) e depois 60km de descida até os 2300m, onde se encontra a movimentada cidade de Calama. Vento a favor pela manhã, e em contra-cruzado pela tarde. Estrada para ser pedalada em dois dias.

Iniciei o pedal levando 5.5l de água. De agora em diante levar água em abundância não me incomodava. O trecho #7 AR-CL me ensinou que estar seguro na hidratação compensa o peso extra. O dia estava lindo, com o sol de rachar cotidiano e um charmoso vento fraco e a favor.

Pedalei tranquílo toda a subida, lá pelas 16h40 eu estava passando o paso Barros Arana, já iniciando a baixada de 60km. O vento a favor começou a tocar mais forte, o que me fez ignorar os estudos e o plano de acampar no deserto à 3400m de altitude.

Em 20 minutos eu fiz uns 25km descendo como uma bomba, até que de repente o vento muda (SE x SO), e de 50km/h eu passo a pedalar a 7km/h com muita dificuldade. Pra piorar, em minha área de visão, não havia nada além de um imenso pampa de areia que não propiciava bom espaço de acampamento. No retrovisor avistei um caminhão e não hesitei em esticar o dedo para pedir por uma carona. 10 minutos depois, eu já estava sentado dentro de uma cabine de caminhão voando a 80km/h rumo a cidade.

De mi punto de vista, eso tramo fue el más desafiador y mágico de toda la expedición. En los nueve días pedaleando lo cruce del paso de Jama, yo aprendí a tener respeto y admiración por lo clima de puna. Después de descansar 4 noches en la hiper-turística ciudad de San Pedro de Atacama, CL, era pois lo momento para pedalear rumbo a mi nuevo sueño: La travessia al altiplano boliviano via deserto del Atacama.

Los estudios de vientos y altimetría se han convertido en rutina, y en los 100km desde S. Pedro hacia Calama no hay nada, solo cordilleras de sal y arena. 40km de trepada desde los 2400m hacia 3410m (paso Barros Arana), y después 60km de bajada hasta los 2300m, donde se ubica la ciudad de Calama. Viento en favor por la mañana, y en contra-cruzado por la tarde. Carretera para ser echa en dos días pedaleando.

Empecé llevando 5.5l de agua. Desde que pedaleé la primera vez por la puna argentina y chilena me acostumbré a llevar más agua “por las dudas”. Lo día estaba lindo, con lo sol rompiendo el cielo y un lindo viento flaco y en favor.

Pedaleé tranquilo la trepada, por las 16h40 estaba en el paso Barros Arana, ya empezando la bajada de 60km. El viento en favor soplaba más fuerte, así que ignorei los estudios y el plan de acampa en el desierto a 3400m de altitud.

En 20 minutos hice unos 25km bajando como una bomba, hasta que de pronto el viento cambia (SE x SO), y de 50km/h fue a 7km/h. Peor, en mi campo de visión yo no mirava nada pero un gran pampa de arena negra que no tenía como hacer acampamiento. En lo espejo da bici miré un camión y de imediato hice dedo. 10 minutos después, ya estaba sentado adentro del camión, volando a 80km/h rumbo a la ciudad.


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Na cidade de Calama fui recebido pela família da Brenda (contato do warmshowers). Devo admitir que cheguei na cidade um pouco aterrorizado. Meu segundo trecho no Chile, e segunda vez que uma carona me salva: 90km de carona no trecho de 160km entre Paso de Jama e S. Pedro do Atacama, e agora 35km de carona no trecho de 100km até Calama.

Nos 3 dias em Calama planejando o trecho até Ollague, fiquei doente da barriga e, graças a hospitalidade e cuidado de toda família de Brenda, pude sair tranquílo pra fazer curtos 35km até o pequeno e charmoso pueblito de Chiu Chiu, onde Jaime (outro contato do warmshowers) me esperava.

En la ciudad de Calama fue recibido por la familia da Brenda (contacto de warmshowers). Debo admitir que llegué en la ciudad con cierto miedo. Mi segundo tramo en Chile, y por la segunda vez tuve que hacer dedo para salir de una mala situación: 90km en auto en lo tramo de 160km mientras paso de Jama y S. Pedro do Atacama, y ahora 35km en camión por los 100km hasta Calama.

Los 3 días seguintes me quedé en Calama planeando el tramo hacia Ollagüe, me enfermé de la panza, y gracias a hospitalidad e cariño de toda la familia de Brenda, pude salir tranquilo para Chiu-Chiu, 35km lejos. Jaime (outro contacto de warmshowers) me esperaba en lo pueblo.

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Cicloviagem LatAm | Trecho #7: San Salvador de Jujuy, Jujuy, AR – San Pedro de Atacama, Antofagasta, CH

*Artículo traducido en español

A travessia dos andes em bicicleta era um grande sonho que eu tinha desde sair de minha casa, dia 13 de janeiro de 2016. Depois de uma semana em Jujuy na casa do José “El Chasqui Aventura” Francisco, me preparando, estudando a rota, o vento e também vendendo muitos postais na cidade, no dia 5 de agosto de 2016, partimos Francisco e eu rumo as cordilheiras.

La travessia de los andes en bicicleta era un gran sueño que tenía yo desde que salí de mi casa, dia 13 de enero de 2016. Después de una semana en Jujuy en casa de José “El Chasqui Aventura” Francisco, preparándome, estudiando la ruta, viento y también vendiendo muchos postales en la ciudad, en 5 de agosto de 2016, Francisco y yo partimos rumbo a las cordilleras.

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O dia 1 foi um pedal de 60km desde Jujuy até Purmamarca. Bem tranquílo, vento fraco e depois da subida de Volcan, a descida foi acompanhada por um forte vento a favor que nos levou bem rápido até o turístico centrinho de Purmamarca. Na cidade, pedimos apoio para um camping que nos deixou acampar por uma noite.

Lo dia 1 fue un pedal de 60km desde Jujuy hasta Purmamarca. Muy tranquilo, viento flaco, y después de la trepada hasta Volcan, la bajada fue acompañada de un fuerte viento en favor que nos llevó en un ratito hasta lo turístico centro de Purmamarca. En la ciudad, logramos apoyo en un camping que nos dejó acampar por una noche sin costos. 

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Cicloviagem LatAm | Trecho #6: Concórdia, Entre Rios, AR – San Salvador de Jujuy, Jujuy, AR

*Artículo traducido en español

O trecho na Argentina foi bem grande, Entrei em Concórdia/Entre Rios dia 1 de Junho de 2016, e agora, 25 de Julho, escrevo o relato de viagem em San Salvador de Jujuy/Jujuy. Para situar o leitor em cada região que passei, separo esse trecho em três sub-trechos, onde indico com cores conforme descrito na imagem abaixo:

Lo tramo en Argentina fue muy largo, entré en Concordia/Entre Rios dia 1 de Junio de 2016, y ahora, 25 de Julio, escrebo lo artigo en San Salvador de Jujuy/Jujuy. De manera a situar los lectores en cada región, separo esso artículo en tres tramos, donde apunto con colores cada región:

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Pampas argentinos: Atravessei a fronteira de Salto, Uruguay com Concórdia, Argentina por uma lancha que navega no Rio Uruguay. Custou R$20 e me fez evitar pedalar 15km para atravessar a ponte que faz o passo fronteiriço.

Crucé lo paso Uruguay/Argentina por una lancha que navega lo Rio Uruguay. Me costó $70 pesos y evité pedalear 15km para crucar la ponte, donde tenía que buscar una excursión, así que solo autos pueden hacer lo cruce.

Desde as primeiras pedaladas na argentina, eu já me impressionei com a grande estrutura que tem a Argentina pra receber viajantes. Foram muitos os lugares em que dormi em albergues municipais, campings públicos e centros desportivos. Em toda região dos pampas nunca me pediram um centavo sequer pela hospedagem, e sempre me convidavam a ficar mais dias.

Desde las primeras pedaleadas, me impresioné con la larga estructura que tiene Argentina para recibir viajeros. Fueran muchos los lugares que yo dormi en albergues municipales, campings publicos y centros de desporto. En toda región de los pampas nunca me han pedido uno solo peso por la hospedaje, y siempre invitaron a quedarme por unos dias más. 

Tive que me acostumar nesse trecho com as retas intermináveis, os ventos fortes em todas as direções (menos a favor), e a falta de duchas quentes. Foi uma experiência incrível onde eu aprendi a ter paciência e força de vontade.

Tuve que acostumbrarme en eso tramo con las interminables rectas, los fuertes vientos cambiantes, y la falta de duchas calientes. Fue una experiencia increíble donde aprendi a tener paciencia y fuerza de voluntad.  

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Os Argentinos me ajudaram muito a todo o momento, fui recebido como um irmão, filho em alguns casos, e fiz grandes amizades em todos os lados. Primeiro a família de Andrea e Nerea me receberam em Concórdia, levaram-me para trocar o dinheiro e comprar um saco de dormir para o frio.

Los argentinos me ayudaron mucho en todo tiempo, fue recibido como un hermano, hijo en algunos casos, y tuve hecho muchos amigos en todo lado. Primero la familia de Andrea y Nerea me recibieron en Concordia y llevaran a cambiar plata y comprar una bolsa de dormir.

Em Santa Fé fiquei com Diego e Ariel, que me receberam como um irmão em sua linda casa, e pude anotar muitas dicas com Diego, que fez um grande recorrido de bicicleta desde Santa Fé, Argentina até Venezuela e depois voltando por Brasil e Uruguay a Santa Fé. Pode-se conhecer um pouco dessa grande viagem no site A Santa Fé 18924. Tive a imensa felicidade de conhecer o pueblo de Ramona, Santa Fé, onde fui recebido pelos pais de Diego. Posso me dizer que ganhei uma nova família na Argentina, muito obrigado Magda e Turi por me receberem como um filho!

En Santa Fe me quedei en Diego y Ariel, que mi recibieron como un hermano en su lindo hogar. Pude anotar muchas informaciones con Diego, que tuve echo un gran recorrido de bicicleta desde Santa Fe, AR hasta Venezuela, y después volveu por Brasil y Uruguay a Santa Fe. Se puede conocer un rato de su viaje en A Santa Fé 18924. Tuve la inmensa felicidad de conocer lo pueblo de Ramona, Santa Fe, donde fue recibido por los padres de Diego. Puedo dicer que gané una nueva familia en Argentina, Muchas gracias Magda y Turi por me recibieron como un hijo!

Em todo o trecho eu fiz muitas amizades, e fica impossível citar aqui todos as pessoas e famílias que me acolheram, dessa forma fica meu grande agradecimento aos Gaúchos argentinos das províncias de Entre Rios, Santa Fé e Cordoba. Compartilhei muitas jantas, pude lavar minhas roupas e me banhei.

En todo lo tramo yo tuve hecho mucha amistad, y queda imposible mencionar los nombres de todos que me acogieron, así que yo agradezco a todos lo gauchos argentinos de las provincias de Entre Rios, Santa Fé y Cordoba. Compartí muchas cenas, lavé minas ropas y me bañe.

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No meio da monotonia dos pampas, tive a imensa alegria de conhecer Miramar, cidade turística localizada na província de Córdoba. Uma região com um clima praiano, muitas espécies de passáros e uma incrível laguna gigante que se parece com o mar.

En medio de la monotonía de los pampas, tuve lo inmenso encanto de conocer Miramar, ciudad turística de Córdoba. Una región con un clima de playa, muchos pájaros y una increíble laguna larga que parece lo mar.

O nascer e pôr-do-sol nessa região é absolutamente maravilhoso. a grande laguna Mar-Chiquita reflete as luzes do sol e cria um espetáculo mutante de cores e formas. Foi uma surpresa muito boa ir a Miramar, e esquecer um pouco das intermináveis retas e campos dos pampas.

La salida y puesta del sol en esta región es absolutamente maravillosa. la grande laguna Mar-Chiquita refleja las luces del sol y crea un espetáculo cambiante de colores y formas. Fue una hermosa sorpresa quedarme en Miramar, y olvidarme un rato de las interminables rectas y campos de los pampas.

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Depois de Miramar, me esforcei para voltar a estrada. Ainda teria que pedalar mais uns 200km pela região de pampas até chegar a Villa del Totoral, Cordoba, onde começaria a finalmente pedalar norte, pela primeira vez em todo meu recorrido até agora.

Después de Miramar, luché para volver a la ruta. Ainda tenía que pedalear por más unos 200km en los pampas hasta Villa del Totoral, Córdoba, donde comienzaria a por fin pedalear norte, por la primera vez en mi recorrido hasta ahora.

Em Villa del Totoral recebi uma encomenda de Cordoba, que continha roupas de frio necessárias para enfrentar o frio das altíssimas serras argentinas. Essa doação foi feita pela família do Sérgio Anselmino, um ciclista que está pedalando desde Ushuaia, Tierra del Fuego/Argentina até o Alaska/EU. O projeto desse grande guerreiro consiste em fotografar o maior número de espécies de animais selvagens durante seu recorrido, e você pode conferir o incrível trabalho aqui.

En Villa del Totoral recibi una encomienda de Córdoba, que tenía ropas de frio buenas para enfrentar lo frio de los cerros argentinos. Esta donación fue echa por la familia de Sergio Anselmino, uno ciclista que está pedaleando desde Ushuaia, Tierra del Fuego/AR hasta Alaska/EU. Lo proyecto deste gran guerrero se queda en fotografar lo mayor número especies de animales salvages durante su recorrido, y usted puede mirar eso increíble trabajo acá.

Transição para as serras e salina: A saída de Villa del Totoral foi emocionante. Logo no início do pedal comecei a ver grandes serras na paisagem, eram as primeiras montanhas que via depois de 2000km pedalados pelos pampas brasileiros, uruguayos e argentinos. Além do mais, foi a primeira vez que estava seguindo rumo ao norte. Agora para o México, é só pedalar pra cima (rsrsrs).

La salida de Villa del Totoral fue emocionante. En los kilómetros iniciales ya pude mirar largos cerros en la paisaje, fueran las primeras sierras que mirei después de 2000km pedaleados por los pampas brasileños, uruguayos y argentinos. Además, fue la primera vez que yo estaba siguiendo rumbo al norte. Ahora para Mexico, queda apenas pedalear arriba (jajaja).

A Ruta nacional 60 é bem perigosa para bicicletas, tráfego de carros e caminhões muito alto. Nas Salinas Grandes, que dividem a província de Córdoba com Catamarca, cheguei a pedalar com 3 graus célcius e muito vento sudoeste.

La Ruta Nacional 60 es muy peligrosa para bici, lo tráfico de camiones y autos é muy grande. En las Salinas Grandes, que separan Cordoba de Catamarca, llegué a pedalear con 3 grados celsius y mucho viento sudoeste.

Mais uma vez foi a ajuda das pessoas que aqueceu meu coração. Primeiro, o grande respeito dos motoristas que freavam em situações impossíveis de ultrapassagem, e esperavam calmamente o momento certo de fazer a passagem. Segundo, os amigos da empresa Pedro Carril, que me cederam um vagão de trem muito charmoso, onde eu descansei por 3 dias e me abriguei da chuva e vento em Lúcio V. Mansilla. Por fim, foi a policia rodoviária de Catamarca, que fez fogo para que eu me aquecesse enquanto descansava, além de me servir refeição.

Más una vez fue la ayuda de las personas que calientou mi corazón. Primero, lo gran respecto de los conductores argentinos que frenaban en situaciones que se quedava imposible adelantarse, y esperavan hasta que sea posible adelantar. Segundo, los amigos de la empresa Pedro Carril, que cederan un vagón de tren huy hermoso, donde yo me quedei por 3 dias, esperando la lluvia y viento calmar.

Em Recreo me despedi da Ruta 60 e entrei na bela 157, onde pedalei alguns poucos quilometros até San Antonio de La Paz, entrando à esquerda para Icaño. Essa era minha despedida dos Pampas, e a entrada definitiva para as lindas e altas sierras argentinas.

En Recreo me depedí de la Ruta 60 y entré en la hermosa 157, donde pedaleé pocos kilómetros hasta San Antonio de La Paz, y después giré a la izquierda rumbo Icaño. Esa fue mi despedida de los pampas, y la entrada para las hermosas y grandes sierras argentinas.

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Sierras argentinas: A primeira serra que conheci foi em Catamarca. Um pedal de 90km de subida desde Icanõ até Los Morteros, e depois seguindo abaixo pela Cuesta del Portezuelo. Pedal bem duro, chegando até os 3000m de altitude, mas fiz com muita alegria, pois estava extasiado com as belas paisagens. Em Los Morteros acampei com um pouco de neve, e saboreei um delicioso vinho tinto que vinha levando desde Icanõ.

La primera sierra que conocí fue en Catamarca. Un pedal de 90km trepado desde Icaño hasta Los Morteros, y después siguiendo abajo por la Cuesta del Portezuelo. Pedal muy difícil, llegando hasta 3000m de altitud, pero tuve echo con mucho placer, porque estaba embelesado con la hermosa paisaje. En Los Morteros acampé con un rato de nieve, y aprecié un lindo vino tinto que llevaba desde Icaño.

O último trecho Los Morteros – Cuesta del Portezuelo foi mágico. Tinha muita névoa e em alguns momentos eu não via nada além de um raio de 20m à minha frente. Quando a névoa se ia, eu percebia o tamanho dos penhascos que estava passando.

Lo tramo final Los Morteros – Cuesta del Portezuelo fue exquisito. Tenia mucha niebla y en algunos momentos yo no mirava mas que 20m en mi frente. Cuando la niebla pasaba, yo me dava cuenta del tamaño de los acantilados en que estaba.

A descida de 18km da Cuesta del Portezuelo foi muito linda, mas sofri muito com o frio, e chegando abaixo, no pequeno pueblo de El Portezuelo, acampei com chuva. No camping municipal não havia ducha e nem sequer um abrigo coberto. Pela amanha, ainda com chuva, acordei todo molhado e tive que sair a toque de caixa para a próxima cidade, La Merced, onde tinha esperança de conseguir secar meus equipamentos  e tomar um banho, depois de 4 dias sem ducha.

La bajada de 18km de la Cuesta del Portezuelo fue linda, pero hei sufrido mucho con lo frio, y llegando abajo, en lo pequeño pueblo de El Portezuelo, yo acampé con lluvia. En lo camping municipal no tenía duchas ni siquier un quincho. Por la manaña, ainda con lluvia, me levanté todo mojado y tuve que salir rumbo La Merced, donde tenía esperanza de conseguir secar mis equipamientos y ducharme, después de 4 dias sin baño.

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Em La Merced fiquei 2 noites, e com apoio da polícia e da igreja consegui secar todos meus equipamentos e me esquentar um pouco. Segui com tempo bom sentido a Cuesta de Singuil.

En  La Merced me quedé por 2 noches, con apoyo de la policía y iglesia pude secar mis equipos y calentarme un rato. Seguí con bueno tiempo rumbo a Cuesta del Singuil

Cheguei bem cansado na polícia rodoviaria que fica abaixo da Cuesta, ao conversar com o policial recebi informações que a estrada que vai de Singuil para Aconquija está muito ruim, e sabendo da perspectiva do frio a 3000m de altitude e também que teria que pedalar uns 70km de subida, optei por descer os 50km da serra de Las Higuerrias, que vai ao Dique de Escaba Abajo e depois desce aos pampas de Tucumán por Villa Alberdi.

llegué muy cansado en la policía caminera que se queda abajo de la cuesta, al charlar con un muy buena onda oficial de policía, recibi informaciones que la ruta desde Singuil hasta Aconquija esta muy fea, por conocer lo frio a 3000m y también que tenía que pedalear unos 70km en trepada, preferí bajar los 50km de la sierra de Las Higuerrias, rumbo al dique de Escaba Abajo y después aos pampas de Tucumán, via Villa Alberdi.

Foi uma boa escolha. Meu pneu traseiro não estava bom, e depois de pedalar em estrada de chão por 20km ele estourou. Consegui ajuda em uma casa 1km pra frente, onde os senhores me presentearam dois pneus velhos, mas em bom estado.

Fue una buena elección. Mi cubierta trasera no quedaba buena, y después de pedalear en ripio por 20km se rompio. Yo logré ayuda en una casa 1km a frente, donde los muchachos me regalaron dos cubiertas viejas, pero en buen condición.

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Depois de pedalar por mais de 50km em péssimas estradas de chão, chegou a hora de voltar aos pampas. Mais uma vez fui muito bem recebido pelos gaúchos, e em Villa Belgrano o sr. Fábio se ofereceu pra lavar minhas roupas e me convidou para um almoço.

Depués de pedalear por más de 50km en una ruta de rípio muy fea, llego lo momento de volver a los pampas. Mas una vez fue muy bien recibido por los gauchos, y en Villa Belgrano lo sr. Fábio se ofrecío a lavar minas ropas y me invitó a almorzar. 

Segui pedalando até Monteiros, onde conheci um grupo de ciclistas de Famaillá, Tucuman. Dois deles, que se chamam Luis por acaso, fizeram questão de pedalar comigo por 20km até o pé da serra para Tafí del Valle, Tucumán. Muito obrigado amigos, a companhia me deu gás para enfrentar o cansaço.

Seguí pedaleando hasta Monteiros, donde conocí un grupo de ciclista de Famaillá, Tucuman. Dos de ellos, que también se llaman Luis, se aseguraron de seguirme por 20km hasta lo campamento de vialidad que se queda  no inicio de la sierra de Tafí del Valle. Muchas gracias amigos, la compañía me ayudó a ganar de la fatiga.

No dia seguinte começei a subida de serra. Bem difícil, mas muito lindo. Aproveitei bem a paisagem mas tive problemas pra encontrar acampamento. No Campamento de Vialidad, o senhor encarregado não me deixou acampar, e nas próximas casas também todos me negaram um espaço. Cheguei no limite e na última casa não conseguí sequer pedir pra acampar, eu só conseguia chorar. O dono da casa me deu um espaço ao lado dos cachorros, e pude descansar um pouco.

En lo manzana siguiente, empecé la trepada de sierra. Muy difícil, pero muy lindo también. Aproveché la paisaje pero tuve problemas para encontrá acampamiento. En la Vialidad, lo muchacho encargado no me dejo acampar, y en las casas siguientes también. Llegué al límite y en la última casa no logré siquiera preguntar para acampar, yo solo podía llorar. Lo dueno de la casa deu un espacio acerca de los perros, y pude descansar un ratito.  

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Do acampamento pedalei até Tafí del Valle. Lugar lindo, paisagem estonteante e ambiente muito turístico. Com o bom wifi puder falar com os amigos via whatsapp. Depois seguí subindo a serra de El Infernillo, onde nos primeiros 5km já avistei um clube de caça e pesca vazio e aproveitei a estrutura pra acampar e descansar.

Desde mi acampamento, pedaleé hasta Tafí del Valle. Hermoso lugar, paisaje maravillosa y región muy turística. Con un bueno wifi charlé con amigos via whatsapp. Después seguí arriba la Sierra del Infernillo, donde en los primeros 5km mirei un club de caza y pesca abandonado y aproveché la estructura para acampar y descansar.

No dia seguinte começei a subir. Deveria ir de 2200m até os 3000m em 15km, e depois seguir baixando até os 1600m em Almaicha del Valle. O forte vento contra dava o toque final na dificuldade, e quando estava mais ou menos nos 2600m parou uma caminhonete e me ofereçeu carona. Sem hesitar, aceitei e pude percorrer 50km sem suar a camisa.

En lo siguiente dia empecé arriba. Deberia subir desde 2200m hasta los 3000m en 15km, y después seguir bajando hasta 1600m en Almaicha del Valle. Lo fuerte viento contra tuve hecho más difícil la subida, y cuando me quedaba en los 2600m una pareja en camioneta ofreció llevarme. Sin vacilar, yo acepté, así que recorri 50km sin romper a sudar.

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Fui deixado na famosa Ruta 40 pelo Alfredo e Alejandra e pedalei gostosos 50km até a cidade de Cafayate, Salta. Realmente esse pedaço da ruta 40 é formidável, com lindas serras do lado esquerdo e direito.

Alfredo y Alejandra me dejaran en la ruta 40 y pedaleé lindos 50km hasta Cafayate, Salta. Es factível que eso tramo é muy hermoso, se tienen lindos cerros a derecha y izquierda en la ruta.

Em Cafayate pude descansar por dois dias e tomar banho no camping Luz y Fuerza. Um grupo de viajantes em motor-home fez questão de patrocinar minha estadia, e ainda pudemos compartilhar de uma parrija de filhote de cordeiro, uma delícia! Obrigado Armando e amigos!

En Cafayate yo pude descansar por dos dias y bañarme en lo camping Luz y Fuerza. Un grupo de viajeros en Motor-home se aseguraron de me auspiciar mina hospedaje, y compartimos un asado de polluelo de cabra, exquisito! Muchas gracias Armando y amigos!

A partir de Cafayate, fiz a descida da Quebrada de las Conchas pela ruta 68. Um lugar lindo, tão lindo que depois de 30km pedalados fiz questão de acampar no meio das montanhas, de forma a fazer algumas fotos noturnas e poder apreciar a noite estrelada.

Saliendo de Cafayate, yo tuve echo la bajada de Quebrada de las Conchas por la ruta 68. Un lugar hermoso, tan hermoso que después de 30km pedaleados, yo paré a acampar en medio de las montañas, así que pude sacar unas foto nocturnas y disfrutar del cielo estrellado.

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Depois de pedalar uns 90km de descida, do pueblo de Alemania segui 120km diretos até a cidade de Salta, na esperança de conseguir comprar um alforge bom pra subir as cordilheiras, já seguindo no próximo dia.

Después de pedalear unos 90km de bajada, desde lo pueblo de Alemania seguí 120km directos hasta la ciudad de Salta, con la esperanza de lográ la compra de un par de alforjas para subir las cordilleras, ya siguiendo en la mañana siguiente.

Aconteceu na verdade que fiquei bem doente com essa longa pedalada. Assim que fiquei descansando 3 dias no camping municipal da cidade e fiz dois grandes amigos. Pipo e Mono são de Rosário e estão viajando de mochila há um mês. Compartilhamos muitas refeições juntos e nos divertimos.

Paso en la verdad fue que yo agarré una gripe debido al longo tramo. Así que me quedei descansando en lo camping municipal de Salta por 3 dias. Yo tuve echo dos grandes amigos, Pipo y Mono, que están viajando en mochila hace un mes. Compartimos muchos guisos y buena onda. 

A partir de Salta pedalei pela ruta 9, a famosa serra de La Cornisa. Caminho muito lindo, de paisagens fantásticas. Fiz trechos bem curtos de forma a apreciar a paisagem e terminar de recuperar-me da gripe.

Desde Salta pedaleé por la ruta 9, la conocida sierra de La Cornisa. Camino muy hermoso, de fantástica paisajes. Tuve echo tramos bien cortos, de forma a disfrutar de la paisaje y recuperarme de la gripe.

Em Jujuy, conseguí apoio da Comissão de direitos humanos e acampei por duas noites em um espaço. Em uma festa que houve no centro cultural ao lado, conheci o Francisco, que tem o costume de receber ciclistas viajantes, e assim ele me convidou pra ficar em sua casa. Pude lavar minhas roupas de frio que estavam sujas de um mês de viagem, tomar banho e ainda fizemos um pedal para as lagunas de Yala.

En Jujuy, yo logré apoyo de la comisión de derechos humanos, y acampé por dos noches en un espacio. En una fiesta en lo galpón al lado de donde estaba acampado, conocí Francisco, que tiene lo costumbre de recibir ciclistas viajeros en su hogar, así que el me invitó a quedar en su casa. Lavé minas ropas de frio que estaban sucias hace un mes, bañarme y tuvimos echo un lindo pedal hasta las lagunas de Yala.

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Sigo essa semana em Jujuy, onde vou trabalhar vendendo minhas fotografias e me preparar para cruzar as temidas cordilheiras dos Andes. Francisco quer fazer comigo a travessia até São Pedro de Atacama/Chile, e eu estou bem feliz com a companhia. Um muito obrigado a todos os leitores por me acompanhar, e vamos subir!!!

Siego essa semana en Jujuy, donde voy laborar con venta de minas fotografias, y prepararme para el cruce de las temidas cordilleras de los Andes. Francisco quiere acompañarme hasta San Pedro de Atacama/Chile, así que estoy muy feliz conla compañía. Muchas gracias a todos los lectores por acompañarme, y vamos arriba!!!

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Cicloviagem LatAm | Trecho #5: Porto Alegre, RS/BR – Salto, SA/UY

*Artículo traducido en español

Fiquei 8 dias em Porto Alegre, onde conheci o amigo Marcelo que me ajudou a preparar a bicicleta para seguir o trecho. Trabalhei em viamão e seguí descansando um pouco para o novo trecho da viagem.

Escolhi quebrar para os pampas de forma a fugir do vento minuano, que essa época sopra forte na costa brasileira e uruguaia. Foi um caminho de grandes descobertas. Para esse trecho é necessário estar bem abastecido de comida e auto-suficiente (barraca, fogão e reparos para bici), visto que a distância entre um ponto de apoio e outro são bem grandes.

Quedé ocho días en Porto Alegre, dónde conocí el amigo Marcelo que me ayudó a preparar la bicicleta para seguir adelante en el trecho. Trabajé en Viamão y seguí descansando un poco para el nuevo trecho del viaje.

Escogí dar la vuelta para los pampas de forma a huir del viento minuano, que en esa época sopla fuerte en la costa brasileña y uruguaya. Fue un camino de grandes descubrimientos. Para ese trecho es necesario estar bien abastecido de comida y autosuficiente (tienda, fogón y reparos para la bici), en vista que las distancias entre un punto de apoyo y otro son bien grandes.

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De porto Alegre, RS/BR pedalei pela BR116 e depois BR290 até Arroio dos Ratos, onde acampei em um posto de gasolina. No dia seguinte pedalei para Pantano Grande, e quando cheguei lá decidi tomar um ônibus (R$30) para Caçapava do sul, visto que são 120km de estrada na BR290 com pouquíssimo apoio para água e acampamento.

Cheguei umas 23h30 do dia 2 de maio em Caçapava do Sul, uma cidade (agora) universitária do Rio Grande do Sul. Lá fiquei abrigado na casa de um amigo de colégio, o Icaro Macedo. Foi muito legal partilhar momentos com o pessoal da república das Raposinhas, e pude aprender bastante também sobre geologia, ventos e clima das regiões que estava por passar. Montei minha rota pelos pampas uruguaios com mais firmeza e confiança.

Do centro de Caçapava, pedalei pela estrada RS-357 até um atalho de 15km para a BR153. Passando a ponte do Rio Camacuã, pude observar na esquerda uma linda formação rochosa. Na altura do km550 da BR153, tem-se uma entrada a esquerda, são 10km – em estrada de chão – e pode-se chegar perto dessa formação rochosa, chamada de Casa de Pedra.

Fiquei impressionado com a beleza do lugar. Acampei dentro do Galpão de Pedra depois de 77kms pedalados desde a casa de Ícaro. No dia seguinte pude ver com detalhe esse lindo pátio de pedras. Muitas formações se parecem com animais e pessoas.

De Porto Alegre, RS/BR pedaleé por la BR-116 y después BR-290 hasta Arroio dos Ratos, dónde acampé en una estación de servicio. En el día siguiente pedaleé para Pântano Grande y cuando allá llegué decidí tomar un ómnibus (R$ 30) para Caçapava do Sul, en vista que son 120 km de camino en la BR-290 con poquísimo apoyo para agua y campamento.

Llegué a las 23h30 del día 2 de Mayo en Caçapava do Sul, una ciudad (ahora) universitaria de Rio Grande do Sul. Allá me quedé abrigado en la casa de un amigo de colegio, el Ícaro Macedo. Fue muy bueno dividir momentos con las personas de la república de las Raposinhas y también pude aprender bastante sobre geología, vientos y clima de las regiones que estaba por pasar. Monté mi ruta por los pampas uruguayos con más firmeza y confianza.

Del centro de Caçapava pedaleé por la estrada RS-357 hasta un atajo de 15 km para la BR-153. Pasando el puente del rio Camacuã, pude observar a la izquierda una linda formación rocosa. En la altura del km 550 de la BR-153 hay una entrada a la izquierda. Son 10 km – en estrada de tierra – y se puede llegar cerca de esta formación rocosa llamada Casa de Piedra.

Quedé impresionado con la belleza del lugar. Acampé dentro del galpón de piedra después de 77 km pedaleados desde la casa de Ícaro. En el día siguiente pude ver con detalle ese lindo patio de piedras. Muchas formaciones se parecen con animales y personas.

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Sair da Casa de Pedra de volta à BR 153 foi mais difícil do que entrar. os 10km de estrada em péssimo estado são praticamente só subidas. Eu, minha bicicleta e seus 40kg de bagagem sofreram para voltar ao asfalto.

Voltei ao trecho asfaltado e pedalei somente mais 15km até o Posto 50, que na verdade é um posto abandonado onde funciona a borracharia do senhor José. Como esse é um dos únicos pontos de apoio na BR153, fiquei por lá, onde pude acampar dentro de uma casa abandonada, à convite de José.

No dia seguinte pedalei 65km até a cidade de Bagé, onde o Sr. Rafael e sua família estavam me esperando. Lá pude descansar por dois dias, e também fui à bicicletaria Ciclo Regert, que me deu um grande apoio, fornecendo-me calça de ciclismo e luvas para enfrentar o frio da campanha uruguaia.

Bagé foi minha despedida do Brasil. Todas as pessoas que encontrei nesse caminho me deram muita atenção e amor. fiz o trajeto de mais ou menos 60km entre Bagé/BR e Isidoro Noblía/UY com um grande sorriso no rosto.

Salir de la Casa de Piedra de vuelta a la BR-153 fue más difícil que entrar. Los 10 km de estrada en pésimo estado son prácticamente sola subidas. Yo, mi bicicleta y sus 40 kg de bagaje sufrieron para volver al asfalto.

Volví al trecho asfaltado y pedaleé solamente más 15 km hasta el Puesto 50, que en la verdad es un puesto abandonado dónde funciona la oficina de arreglos del señor José. Como ese es uno de los únicos puntos de apoyo en la BR-153, quedé por allí, donde pude campar dentro de una casa abandonada, invitado por José.

En el día siguiente pedaleé 65 km hasta la ciudad de Bagé, donde el señor Rafael y su familia estaban me esperando. Allá pude descansar por dos días, y también fui a la bicicletería Ciclo Regert, que me dio un gran apoyo, concediéndome pantalones de ciclismo y guantes para enfrentar el frio de la campaña uruguaya.

Bagé fue mi despedida del Brasil. Todas las personas que encontré en este camino me dieron mucha atención y amor. Hice el trayecto de más o menos 60 km entre Bagé/BR y Isidoro Noblía/UY con una grande sonrisa en el rostro.

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A primeira cidade que parei no Uruguai foi em Isidoro Noblía, um pequeno pueblito do departamento de Cerro Largo. Lá fiquei abrigado na casa do Sr. Nelito e Celia, e me senti como um neto na casa dos avós. Fui recebido com muito amor, churrasco e dulce de menbrillo (uma espécie de goiabada).

Para completar, esses dois senhores são grandes viajantes, e todo ano saem em uma Toyota Bandeirante ano 1975 para conhecer novas paisagens de nosso continente latino americano. Equador, Amazonia e deserto do Atacama foram alguns lugares por onde passaram com essa caminhonete, que se transforma em sua casa durante um mês no ano. Pude estudar com Nelito os meus caminhos e pontos de apoio. Estava decidido: atravessaria 486KM no Uruguai pelas Rutas 8, 26 e 31.

Atravessar o noroeste uruguaio foi mais difícil do que imaginava. O terreno é de muitas subidas e baixadas, que são bem tranquilas de pedalar, mas não permitem que se imprima uma grande velocidade no trecho. Pra completar, o frio da noite e a altíssima umidade dão o toque final na dificuldade.

De Isidoro Noblía peguei a Ruta 8 e pedalei por 46km até a cidade de Melo, capital do departamento de Cerro Largo. Foi um pedal um pouco cansativo, visto que o vento contra era bem forte. Acampei sem ducha no parque Rivera, onde passei muito frio durante a noite e pude sentir um pouco do que estava por vir.

De Melo seguí pela Ruta 26, onde pedalei por quatro dias. O primeiro trecho (Melo – pblo. Ramón Trigo) foi bem ruim. Pedalei somente uns 36km lutando contra o forte e gelado vento contra. Contraí uma gripe e fiquei bem cansado.

À partir de Ramón Trigo, o vento se virou ao meu favor, como meus estudos em Caçapava do Sul indicavam. Pude seguir mais tranquílo pedalando pelo Uruguai. Foram mais uns 50km até o pblo. de Las Toscas, onde acampei em um posto de gasolina (ANCAP).

Acordei do acampamento com tudo molhado, e a gripe pior, tudo devido ao forte frio de 4 graus célcius e muita serração. Segui pedalando 66km até o pblo. de Ansina, onde recebi um grande apoio da prefeitura, que me forneceu uma casa com lenha e tudo para acampar. Pude recuperar-me do resfriado e secar meus equipamentos no fogo.

De Ansina foram cerca de 58km até a cidade de Tacuarembó, capital do departamento homônimo. Lá fiquei na casa de Ernesto, um contato que conhecí através da plataforma CouchSurfing. Na cidade pude recuperar-me pra valer da gripe, além de conhecer mais um pouco os costumes do povo uruguaio.

La primera ciudad que paré en Uruguay fue Isidoro Noblía, un pequeño pueblito del departamento de Cerro Largo. Allá quedé abrigado en la casa del señor Nelito y Celia y me sentí como un nieto en la casa de los abuelos. Fui recibido con mucho amor, churrasco y dulce de menbrillo (una especie de goiabada).

Para completar, eses dos señores son grandes viajantes, y todos los años salen en una Toyota Banderante año 1975 para conocer nuevos paisajes de nuestro continente latino americano. Ecuador, Amazonia y desierto de Atacama fueron algunos de los lugares donde pasaron con esa camioneta, la cual se transforma en su casa durante un mes en el año. Pude estudiar con Nelito mis rutas y puntos principales de apoyo. Estaba decidido: atravesaría 186 km en Uruguay por las rutas 8, 25 y 31.

Atravesar el noroeste uruguayo fue más difícil que yo imaginaba. El terreno es de muchas subidas y bajadas, que son bien tranquilas para pedalear, pero no permiten que se use una grande velocidad en el trecho. Para completar, el frio de la noche y la alta humedad dan el toque final en la dificultad.

De Isidoro Noblía tomé la ruta 8 y pedaleé por 46 km hasta la ciudad de Melo, capital del departamento de Cerro Largo. Fue un pedalear un poco fatigoso, en vista que el viento contra era muy fuerte. Acampé sin ducha en el parque Rivera, donde pasé mucho frio durante la noche y pude sentir un poco de lo que estaba por venir.

De Melo seguí por la Ruta 26, donde pedaleé por cuatro días. El primero trecho (Melo – Pueblo Ramón Trigo) fue muy malo. Pedaleé solamente unos 36 km luchando contra el fuerte y helado viento contrario. Me quedé muy cansado y con gripe.

A partir de Ramón Trigo, el viento cambió a mi favor, como mis estudios en Caçapava do Sul indicaban. Pude seguir más tranquilo pedaleando por Uruguay. Fueron más unos 50 km hasta el pueblo de Las Toscas, donde acampé en una estación de servicio (ANCAP).

Desperté del campamento con todo mojado y la gripe peor, todo debido al frio fuerte de 4 grados célcius y mucha cerrazón. Seguí pedaleando 66 km hasta el pueblo de Ansina, donde recibí un gran apoyo de la municipalidad, que me concedieron una casa con leña y todo para campear. Pude recuperarme del resfriado y secar mis equipamientos en el fuego.

De Ansina fueron cerca de 58 km hasta la ciudad de Tacuarembó, capital del departamento homónimo. Allá me quedé en la casa de Ernesto, un contacto que conocí a través de la plataforma CouchSurfing. En la ciudad pude recuperarme de vez de la gripe, además de conocer un poco más las costumbres del pueblo uruguayo.

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Na cidade de Tacuarémbó também recebi um grande apoio da bicicletaria Milano. A catraca da minha bicicleta já estava quebrada desde Arroio dos Ratos, RS/BR, mas dava pra levar. No Uruguai o problema começou a ficar bem sério, e no trecho de Ansina à Tacuarembó eu já estava quase ficando impossibilitado de pedalar. O sr. Pablo Sanchez trocou a peça pra mim, e também fez ótimas adaptações na minha bicicleta. Ganhei também um ótimo espelho retrovisor.

Depois foi hora de seguir 230km pela Ruta 31 até a cidade fronteiriça de Salto, SA/UY. Apesar dos motoristas todos falarem que era uma estrada péssima, cheia de curvas, subidas e buracos, foi o pedaço da viagem que mais gostei. Já recuperado da gripe, peguei um ótimo vento a favor e a paisagem diferente encheu meus olhos de alegria.

En la ciudad de Tacuarembó también recibí un gran apoyo de la bicicletería Milano. Los platos de mi bicicleta ja estaba quebrada desde Arroio dos Ratos, RS/BR, pero podría llevar. En Uruguay el problema se quedó más serio y en el trecho de Ansina para Tacuarembó yo ja estaba casi imposibilitado de pedalear.

El señor Pablo Sanchez cambió una pieza para mi y también hizo muy buenas adaptaciones en mi bicicleta. Gané también un óptimo espejo retrovisor.

Después fue hora de seguir 230 km por la Ruta 31 hasta la ciudad fronteriza de Salto, SA/UY. A pesar de los conductores dijeren que era una estrada pésima, llena de curvas, subidas y agujeros, fue el pedazo del viaje que más me gustó. Ja recuperado de la gripe, tomé un viento óptimo a favor y el paisaje diferente llenó mis ojos de alegría.

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Foram quatro dias bem gostosos de pedal. No primeiro dia pedalei pouco, e acampei na beira de um rio no km186, onde pude me recuperar espiritualmente e ganhar forças pros próximos dias. Seguí pedalando até o km145 onde acampei em frente à uma comissaria de polícia. No dia seguinte pedalei até o km75, onde acampei próximo ao pblo. de Valentin, em um destacamento do MTOP (uma empresa pública que presta serviços de reparo nas rodovias do UY). No meu último dia em campanha uruguaia, pedalei 83km até Termas del Dayman, Salto, UY.

Todo o trecho na campanha foi bem solitário. Poucos pontos de apoio e pouca gente, mas é bem tranquílo de pegar água a cada 20 ou 30 km. Somente uma vez peguei água de rio, e por precaução usei cloro pra me certificar que não tomaria água envenenada.

É bom de se notar que nessa época do ano (segunda semana de maio) é de muita umidade e frio. Lavar roupas nem pensar, então o que fiz no último trecho foi passar os quatro dias sem banho. Quando chegava no ponto de acampamento, colocava roupas quentes por cima da roupa de ciclismo e me deitava na barraca. Isso ajudou-meu a manter o corpo aquecido, e nao passar frio nas madrugadas.

Fueron cuatro días muy placenteros de pedalear. En el primer día pedaleé poco y acampé en la orilla de un río en el km 186, donde pude recuperarme espiritualmente y ganar fuerzas para los próximos días. Seguí pedaleando hasta el km 145 donde acampé en frente a la comisaría de policía. En el día siguiente pedaleé hasta el km 75, donde acampé próximo al pueblo de Valentín, en un destacamento del MTOP (una empresa pública que presta servicios de arreglo en las carreteras de Uruguay). En mi último día en la campaña uruguaya, pedaleé 83 km hasta las Termas del Dayman, Salto, UY.

Todo el trecho en la campaña fue muy solitario. Pocos puntos de apoyo y poca gente, pero es bien tranquilo para tomar agua a cada 20 o 30 km. Solamente una vez tomé agua de rio y por precaución usé cloro para certificarme que no tomaría agua envenenada.

Es bueno notar que en esta época del año (segunda semana de mayo) es muy húmedo y frio. Lavar ropas no es posible, entonces lo que hice en el último trecho fue pasar cuatro días sin ducharme. Cuando llegaba un punto de campamento, colocaba las ropas calientes arriba de la ropa de ciclismo y acostaba en mi tienda. Eso me ayudó a mantener mi cuerpo caliente y no pasar frio en las madrugadas.

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Esse passeio pelo noroeste uruguaio me deu gana para seguir pedalando. Pude comprovar que gosto mesmo do ciclismo de estrada, e que mesmo com pouca estrutura e apoio, pode-se seguir a viagem por lugares vazios, e ainda se divertir muito!

Aqui em Salto, UY tudo é bem diferente da campanha uruguaia. Os campos são bem vazios e a população bem acolhedora e tradicional gaúcha. Aqui na cidade tudo é bem turístico e moderno. Estou abrigado na casa de Gimena Ruiz, e estou vivendo um pouco da cidade grande. Salto é a segunda maior cidade do Uruguai, perdendo somente para Montevideo.

Farei minha entrada na Argentina por Concordia/AR, onde pedalo sentido Cordoba rumo as cordilheiras. Muito obrigado a todos por me acompanhar, e fiquem ligados pois o trecho seeegue!

Este paseo por el noroeste uruguayo me dio ganas de seguir pedaleando. Pude comprobar que me gusta mucho el ciclismo de estrada y que mismo con poca estructura y apoyo, es posible seguir el viaje por lugares vacíos y aún divertirse mucho!

Acá en Salto, UY todo es bien diferente de la campaña uruguaya. Los campos son muy vacíos y la población bien acogedora y tradicional gaucha. Acá en la ciudad todo es bien turístico y moderno. Estoy abrigado en la casa de Gimena Ruiz y viviendo un poco de la ciudad grande. Salto es la segunda mayor ciudad de Uruguay, perdiendo solamente para Montevidéo.

Haré mi entrada en Argentina por Concordia/AR, donde voy pedalear sentido Córdoba rumbo a las cordilleras. Muchas gracias a todos por acompañarme y continúen leyéndome, porque el trecho sigue!

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Colabore com a cicloexpedição e ganhe de presente, um pedaço da viagem!

Eaí pessoal!

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Estou disponibilizando no site, uma maneira de receber contribuições dos leitores. Em troca, ofereço lindos postais, ilustrações originais e fotografias impressas das paisagens por onde andei.

Funciona assim: através dos botões abaixo é possível fazer uma doação de qualquer valor diretamente para minha conta. Pode-se pagar com boleto bancário (PagSeguro) ou com cartão de crédito (Paypal e também PagSeguro). De acordo com o valor doado, lhe envio um presente via correios, diretamente da cidade em que me encontro.

Presentes:

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Doação de R$10 ou mais – Envio-lhe um cartão postal nos correios, tamanho 10x15cm, de uma fotografia autoral que retrata alguma paisagem por onde pedalei. No verso do postal escrevo-lhe uma curiosidade sobre a viagem.

Doação de R$50 ou mais – Envio-lhe por correios uma ilustração original, feita à aquarela, lápis de cor ou canetinha, em papel canson (240g/cm2), tamanho 21×29,7cm. O desenho será feito à partir da experiência de viagem e da documentação fotográfica.

Doação de R$120 ou mais -Envio-lhe por correios uma fotografia impressa em papel fotográfico (impressão fine-art em pontos de prata), tamanho 30x20cm. Como nos outros presentes acima, a fotografia será uma paisagem escolhida à partir do meu banco de imagens, todas captadas durante essa cicloexpedição.

Doação de R$250 ou mais – Envio-lhe por correios uma fotografia impressa em papel fotográfico (impressão fine-art em pontos de prata), tamanho 60x40cm. Como nos outros presentes acima, a fotografia será uma paisagem escolhida à partir do meu banco de imagens, todas captadas durante essa cicloexpedição.

As doações:

Qualquer valor pode ser doado, desde R$0,01. Ao fazer uma doação à partir de R$10, você pode escolher um dos presentes acima. Caso você doe um valor de R$70, por exemplo, pode-se escolher entre diversos presentes (ex. uma ilustração tam. 21×29,7cm e um postal).

O envio:

Ao realizar a doação, mande um email para luisbcunha@gmail.com com o seu endereço, CEP e qual(is) presente(s) deseja receber. Em até 10 dias úteis respondo-lhe confirmando a data de envio.
Como estou em expedição, muitas vezes passo por povoados sem acesso à internet e até correios, por isso deixo essa previsão de 10 dias para responder.
Quando eu realizar o envio, mando-lhe o código de rastreio para que possa acompanhar a encomenda chegando. Se houver algum problema no transito dos presentes, envio-lhe novamente.

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para subsidiar a cicloexpedição.

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