Cicloviagem LatAm | Trecho 12#: Puerto Maldonado, Mde. de Dios – Tarapoto, San Martin, Peru

*Artículo traducido al español

[POR]
Olá amigos leitores! Faz um tempo que não escrevo por aqui, o terreno extremamente acidentado, aliado a constante variação climática, e a pouca oferta de internet WI-FI me fez um pouco distante dos teclados. Para pedalar esse trecho, foram quase 90 dias de aventura, portanto para facilitar o entendimento, separo o relato em temas: A subida que derrubou, conta sobre o desafio de voltar às cordilheiras. A cura, é a incrível surpresa que me ocorreu em Cusco. A todo vapor, relata as pedaladas nas altas montanhas do Peru e De volta ao paraíso retrata a descida a floresta, e minhas impressões finais.

[ESP]
Hola amigos lectores! Hace tiempo que no escribo por aqui. El terreno extremamente acidentado, junto al constante cambio climático, y la poca oferta de internet WI-FI me hicieron lejos del ordenador. Para pedalear este tramo, fueron casi 90 días de aventura, así que para organizar mejor separo este diário por temas: A subida que derrubou, cuenta como fue volver a las cordilleras. A cura, es la increíble sorpresa que me pasó en Cusco. A todo vapor, relata las pedaleadas por los cerros de Peru y De volta al paraíso retrata la bajada à selva y mis conclusiones.

A subida que derrubou

[POR]
Eu já imaginava o que me esperava. Depois de pedalar mais de três meses pelos planaltos cerrados e amazônia ocidental, era o momento de subir novamente à montanha. Uma senhora subida que chega a 4725m sobre o nível do mar (m.s.n.m).

Ainda me restavam uns 200km de pedal pela floresta, até começar as enormes subidas a partir do povoado Quince Mil. Aproveitei cada segundo para dormir na rede, tomar muita água de côco, e compartilhar com uma gente que se parece comigo, em sua forma de ser e comer.

[ESP]
Ya imaginaba lo que me esperaba. Después de pedalear más de tres meses por los llanos cerrados y amazonia ocidental, era momento de subir a la montaña. Una gran trepada que llega a 4725 metros sobre el nível del mar (m.s.n.m.).

Aun me restaba unos 200km por la selva, hacia que se empece las grandes trepadas desde el pueblo Quince Mil. Aproveche cada segundo para dormir en mi hamaca, tomar agua de coco, y compartir con una gente que se parece conmigo, en su forma de ser y comer.

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[POR]
Foi só cruzar a ponte sobre o caudaloso rio Iñambari que começaram as subidas e grandes problemas. O meu pneu dianteiro, recém comprado na fronteira do Brasil, começou a apresentar problemas no arame, o que faz criar umas bolhas na lateral, e é perigosíssimo, pois a qualquer momento pode explodir e causar uma queda horrível.

[ESP]
Solo cruzé el puente sobre el caudaloso río Iñambari que empezaron subidas y problemas. Mi llanta delantera, recién comprada en la frontera con Brasil, comenzó apresentar problemas en el alambre, esto hace unas bolas en la lateral que a cualquier momento pueden explotar, y así causar una queda horrible.

[POR]
Diferentemente dos acreanos, os peruanos não tem o costume de pedalar. Devido ao barateamento das motos e “motocars” no fim da última década, as cidades e povoados se infestaram desses veículos ruidosos e poluidores. Encontrar peças de bike, por mais simples que sejam, é dificílimo.

Dois dias depois de passar o povoado de Quince Mil, eu já me encontrava nos 2600m sobre o nível do mar. Para um que esteve os últimos seis meses em altitudes de 80-600m.s.n.m. , esse é um grande baque. Cheguei ao povoado de Marcapata totalmente exaurido. O meu estômago não se adaptou, e o mal estar contribuiu para minha fraqueza.

Eu já não podia mais prosseguir pedalando, estava muito fraco, com dificuldades de respiração e com o emocional abalado. Em uma parada na estrada, um motorista me ofereceu carona a Cusco. Não titubiei em aceitar.

James, o caminhoneiro, se tornou um grande amigo. Seu trabalho é levar a madeira extraída da floresta, diretamente para o desértico porto de Lima, onde o produto é embalado, e enviado ao exterior. O Peru tem muitas semelhanças com o Brasil, e esvaziar suas riquezas naturais e minerais para o desenvolvimento dos países nórdicos, infelizmente, é uma delas. Em 8h de viagem, com 30 toneladas de pura madeira de lei, percorremos os tortuosos 160km que me separavam de Cusco.

[ESP]
Diferente de los vecinos de Acre, Brasil, los peruanos no tienen el costumbre de pedalear. Debido ao bajo costo de las motos y “motocars” en la última decada, la ciudades y pueblo se infestaron destes carros ruidosos y poluidores. Encontrar repuestos para la bici es difícil.

Dos días después de pasar Quince Mil, ya me encontraba en los 2600m.s.n.m. Para uno que estuvo los últimos meses en alturas de 80-600m.s.n.m., este es un gram choque. Llegué al pueblo de Marcapata sin fuerzas. Mi barriga no se adaptó, y el mal estar contribuyo para mi debilidad.

Ya no podía seguir pedaleado, estaba muy flaco, con dificultades de respirar y con emocional abalado. En un paraje de la carretera, un camionero ofreció llevarme a Cusco. No dudé en aceptar de pronto.

James, el chofer, se volvió un gran amigo. Su trabajo es llevar la madera sacada de la selva, directamente para lo desertico puerto de Lima, donde el producto es embalado y enviado al extranjero. El Peru tiene muchas similitudes con Brasil, y esvaziar sus riquezas naturales y minerales en favor de los países desarrollados, infelizmente, es una de ellas. En 8h de viaje, con 30 toneladas de la mejor madera, cruzamos los tortuosos 160km que me separaban de Cusco.       

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A cura

[POR]
Chegar em Cusco, entretanto, não melhorou minha situação. Estava magro, com diarréia e resfriado. A cidade mais européia do Peru se encontra a 3300m.s.n.m., e a altitude ainda afetava. Estava deprimido e com medo, pois em meu primeiro enfrentamento com as cordilheiras fui vencido. Havia muito receio dos próximos trechos, pois sabia que, para qualquer lado que fosse, teria que enfrentar grandes cadeias montanhosas. Eu não tinha muitos planos, até que uma pessoa muito especial me chama no whatsapp.

Eram 5h da manhã e o telefone toca. Fazia um frio maldito, entretanto agarrei o aparelho e saí do alojamento compartilhado para atender a ligação:
– Bom dia Mari! Você sabe que aqui ainda são 5h da manhã? eu estava dormindo! – Digo eu em tom de alerta, já que de Cusco para São Paulo a diferença de fuso é 2h.
– Oi Luis, sei sim. Acabo de Chegar em Cusco, desde São Paulo em Avião. Onde você está?!

Dou um pulo, e de repente me desperto de qualquer sono que ainda me restava. Mariana, a menina que namorei por três anos em São Paulo antes de sair de viagem, que me acompanhou em bicicleta dois meses deste ano (durante suas férias na universidade), a mulher que hoje tenho tanta admiração e amor. “Ela veio por mim!”, era só o que pensava neste momento. Nos minutos que sucederam fiz a barba, lavei o rosto, vesti a melhor roupa que tinha.

Este encontro encheu meu espírito de amor e energia. A Mari pôde tirar 10 dias de férias, então aproveitamos ao máximo o friozinho de Cusco para namorar e fazer alguns passeios turísticos. O mais impressionante, sem dúvida, foi conhecer Machupicchu. As ruínas são magnânimas e impressionam por sua posição geográfica. A ida ao museu inca, na cidade de Cusco, também mostrou como é grande a raça humana, com registros de civilizações desde 10.000a.C.

Fazer todos esses passeios ao lado da Mari foi incrível. Foi com ela que acampei pela primeira vez, fiz a primeira cicloviagem e entrei de cabeça no “eco-turismo”. Conhecer esse mundo “antigo” teve um gosto especial, por estar ao seu lado. Obrigado!

[ESP]
Al llegar en Cusco mi situación no mejoró todavia. Estaba flaco, con diarrea y resfriado. La ciudad más europea del Peru se encuentra a 3300m.n.s.m., y la altura aun me afectaba. Estaba deprimido y con miedo, pues en mi primero enfrentamento con las cordilleras fue vencido. Temia los prójimos tramos, pues de una forma o de otra había que enfrentar grandes cerros. Yo no tenia planes, hasta que una persona muy especial me llama en whatsapp.

Era unas 5h de la mañana y toca el telefono. Hacía un frío polar, todavia me levanté para contestar la llamada:

– Buen dia Mari! – Tu sabes que aqui aun son 5h de la mañana? Yo estaba dormindo! – Digo como en alerta, ya que de Cusco a São Paulo, Brasil la diferencia de zona horaria es de 2h.
– Hola Luis, yo lo sé. Acabo de llegar en Cusco, desde São Paulo en avión. Donde está? 

Me desperto de cualquier sueño que aun quedaba. Mariana, la chica que enamoré por tres años antes en São Paulo antes de salir de viaje, que me acompaño dos meses deste año (mientras estaba en vacaciones de su universidad), la mujer que hoy tengo tanta admiración y amor. “Ella has venido por mi!”, solo pensaba en eso. En los prójimos minutos rasuré la barba, lavé el rostro y puso la mejor ropa que tenía.

Este encontro lleno mi espíritu de amor y energia. Mari pudo sacar 10 dias de vacaciones, entonces aprovechamos al máximo el frío para quedarse juntitos y hicimos algunos paseos turísticos.

Lo más impressionante fue, sin dudas, conocer Machuppichu. Las ruínas son increíbles, no solo por el tamaño, pero también por su posición geográfica. La visita al museo inca, en la ciudad de Cusco, también mostró como es grande la raça humana, con registros de civilizaciones desde 10.000a.C.

Hacer todos estes paseos ao lado de Mari fue especial. Con ella que acampé por la primera vez, que hizo la primer cicloviaje y entré de cabeza en el mundo del “eco-turismo”.

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A todo vapor

[POR]
Depois de 10 dias de desfrute e muito amor ao lado da querida Mariana, era hora de seguir o caminho. Uma estrada fria e solitária me aguardava, porém a boa saúde e as lindas paisagens faziam o pedal de cada dia um esplendor.

Na cidade de Abancay, departamento de Apurímac, conheci um projeto muito bacana. A “Casa de OCTA“, uma casa construída somente com materiais recicláveis sobre uma árvore de abacate (fruto muito comum na região). É um ponto de descanso para aventureiros e viajantes de todas as partes do mundo. Aí pude aprender muito sobre reciclagem na prática, este lugar é a prova que podemos fazer a diferença com nossas atitudes. Através do trabalho comunal e o ensinamento de técnicas de compostagem e artesanato, Octávio (o dono da casa) está desde os seus 5 anos de idade transformando o bairro e a cidade onde vive.

[ESP]
Después de 10 días de disfrute y mucho amor al lado da querida Mariana, era el momento de seguir el camino. Una estrada fría y solitaria me esperaba, pero la buena salud y las lindas paisajes hicieron el pedal de cada día un verdadero esplendor.

En la ciudad de Abancay, departamento de Apurímac, conocí un proyecto muchísimo bacan. La “Casa de OCTA”, una casa construida solamente con reciclajes sobre un arbol de palta (fruta muy común en la región). Es un punto de descanso para aventureros de todo el mundo. Aí pudo aprender mucho sobre reciclagem na prática, este lugar es la prueba que podemos hacer una diferencia con nuestras actitudes. Através del trabajo comunal y la enseñanza de técnicas de compostaje y artesanía, Octávio (el dueño) está desde hace sus 5 años transformando el barrio y la ciudad que vive.   

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[POR]
É verdade que pedalar pelo Peru é extremamente complicado. As altas montanhas fazem da viagem uma verdadeira montanha-russa. Porém, a recompensa é muito alta. Paisagens espectaculares e ruínas de civilizações anteriores são rotina, e o fato da altitude estar sempre mudando, propicia um câmbio constante de atmosfera.

[ESP]
Es verdad que pedalear Peru es extremadamente complicado. Los altos cerros hacen del viaje una verdadera montaña-rusa. Sin embargo, la recompensa es muy alta. Paisajes espetaculares y ruínas de civilizaciones anteriores son rotina, y lo facto de la altura estar siempre cambiando, permite diferentes climas.

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[POR]
Descer vales e subir montanhas se tornou um vício, aprendi a gostar das subidas como gosto de descidas. E que descidas! era muito comum descer 30, 50km sem parar após cruzar um passo montanhoso. Verdade que, em algumas subidas, quando se tornavam muito cansativas, ou se a noite me agarrava e não havia nada por perto, eu pedia uma carona até o próximo povoado. Isso me salvava uns bons quilômetros de canseira, e me permitia tempo para conhecer pontos de interesse, como lagunas e ruínas.

[ESP]
Bajar valles y subir cerros se tornó un vício, aprendí a gustar de las trepadas como me gusta las bajadas. Y que bajadas! Era común bajar de una por 30-50km después de un paso montañoso. Verdad que, en algunas subidas, cuando se tornaban muy cansativas, ou se la noche me agarraba y no había nada por perto, yo pedía a un camión que me jalase hacía el prójimo pueblo. Isto me salvaba buenos quilómetros de cansaso, y permitia tiempo para conocer otros puntos de interés, como rúinas y lagunas.

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[POR]
Com poucos prédios, as capitais situadas nas montanhas são quase sempre muito povoadas e polvorosas. Isso faz do transito um pouco caótico, porém é boa a oportunidade para se reabastecer com itens de primeira necessidade à preços módicos.

É de se notar a culinária peruana. Existe uma grande variedade de pratos e formas de comer, e como a agricultura é uma atividade muito forte, isso faz os alimentos muito baratos e ricos em diversos nutrientes. O que se come na puna, a 4000m.s.n.m são sopas, comidas a base de tubérculos – nessa região, há mais de 1.200 tipos diferentes de batata! – e grãos, enquanto na parte selvática – 100 a 1200m.s.n.m – se come muito pescado, feijão e frutas. No meio de tudo isso, posso dizer que enchi a pança de boa comida, e aprendi muito sobre cozinha.

[ESP]
Con pocos edifícios, las capitales situadas en las cordilleras son casi siempre muy puebladas y polvorosas. Isto hace el tráfego un caos, pero es buena oportunidad para reabastecer de abarrotes a bueno precio.

Exquisita es la culinaria peruana. Existe una gran variedad de platos y formas de comer, y como la agricultura é una actividad muy fuerte, isto hace los alimentos muy baratos y ricos en diversos nutrientes. Lo que se como en la puna, a 4000m.s.n.m. son sopas, comidas a base de tubérculos – en esa región hay más de 1.200 tipos de papas distintas! – y granos, mientras en la parte selvática – 100 a 1200m.s.n.m. – se come mucho pescado, frijoles y frutas. En meio disto, puedo decir que llené la barriga con buena comida, y aprendí muchísimo acerca de cocina.

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[POR]
De Huancayo, a estrada que bordeia o rio Mántaro ao norte me levou à gélida zona de La Oroya, e à laguna de Junín. É uma zona de onde há mineração de metais pesados, e se vive uma vida miserável. Segundo o Diário Correo, La Oroya é a 5a cidade mais contaminada do planeta.

A atividade de extração intensiva destrói com toda a vegetação e impossibilita qualquer tipo de criação animal ou cultivo de vegetais. O ar está contaminado com Chumbo, e água só se pode tomar se for engarrafada. A verdade é que as pessoas que vivem nessa região, estão se matando e a suas famílias para fornecer aos países desenvolvidos matéria prima para suas indústrias de alta tecnologia.

Ao chegar em Cerro de Pasco, a auto-denominada “cidade mais alta do mundo”, a 4380m.s.n.m, fui recebido pelos Bombeiros Voluntários. Em um clima de alegria e com apoio formidável, finalmente descansei das montanhas peruanas.

[ESP]
Desde Huancayo, por las orillas del río Mántaro seguí norte rumbo La Oroya, y laguna Junín. Es una zona de mineria donde se saca metales pesados, y se vive una vida miserable. Según el Diário Correo, La Oroya es la 5a ciudad más contaminada del planeta.

La actividad de extracción intensiva destruye toda la vegetación y impossibilita la creación de animales o la cosecha. El aire está contaminado con plomo, y água solo se puede tomar las de botella. La verdad es que la gente que ahí vive esta muriendo aos pocos, para que suministre Peru materiales básicos para el desarrollo de la indústria tecnológica de los países ricos.

Al llegar en Cerro de Pasco, la auto-dicha “ciudad mas alta del mundo”, a 4380m.s.n.m., fue recibido por los Bomberos Voluntários. En un clima de alegria y apoyo formidable, finalmente descansé de los cerros peruanos.

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De volta ao paraíso

[POR]
Fazia tempo que não acordava com tanta empolgação. No dia que saí de Cerro de Pasco, sabía que me esperavam praticamente 200km de pura descida. E lá embaixo? a floresta amazônica, foi uma energia eletrizante. Mais feliz do que nunca pude admirar milagres da natureza, como um lindíssimo arco-íris que se deslumbrou antes de uma tormenta, e também a incrível sorte que tive, ao encontrar pessoas no meu caminho que me indicaram o local certo para estacionar a bike: o Parque Nacional Tingo Maria (PNTM).

[ESP]
Hacía tiempo que no me levantaba con tantas ganas de pedalear. En el día que salí de Cerro de Pasco, sabía que esperaban casi 200km de pura bajada. Allá abajo? la selva amazónica, fue una energía eletrizante. Más contento que nunca pudo admirar milagros de la naturaleza, como maravilloso arco-iris que se creó antes de una tormenta, y también la increíble suerte que tuve, al encontrar en mi camino personas que que indicaron el local cierto para parquear la bicicleta: el Parque Nacional Tingo Maria (PNTM).

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[POR]
O fato é que meu corpo estava fatigado. Chega um momento que se necessita um descanso, depois de tantos quilômetros pedalando. Ao chegar no Posto de Controle 3 de mayo do PNTM, fui recebido pelo guarda-parque com uma proposta: Em troca de 3h de trabalho, teria abrigo e três refeições ao dia.

A altitude da região é de 745m.s.n.m. – São Paulo está a 760m.s.n.m. -, então o clima é bem fresco, e a grande quantidade de vegetação faz do ar puro. Não bastasse, a casa se encontra no cruzamento de dois ríos de água límpida e a 1.5km de caminhada está uma linda cachoeira. Nesse paraíso é que trabalhei por varios dias.

Havia um problema, entretanto, que não podia esperar. Quando entrei no Peru como turista recebí um visto de 90 dias, já passava mais de 60 e ainda estava praticamente no meio do caminho pro Equador.

Ao me informar com a polícia de migrações, soube que se pode renovar o visto por mais 90 dias, sem custo (somente taxa administrativa de R$12). O problema é que só se pode fazer isso de alguns escritórios, e o mais próximo de Tingo Maria é Pucallpa, capital do departamento de Ucayali, a 270km. Deixei a maioria dos meus equipamentos no PC 3 de mayo e pedalei em marcha pesada, levando somente uma rede de dormir, cozinha e câmera de fotografia.

[ESP]
Facto es mi cuerpo estaba fatigado. Llega un momento que es necessário darse un descanso, después de tantos quilómetros pedaleando. Al llegar en el Puesto de Control 3 de Mayo del PNTM, fue recibido por el guarda-parque con una propuesta: em cambio de 3h de trabajo, tenía abrigo y tres refecciones diárias.

La altitud de la región es 745m.s.n.m. – São Paulo, mi pueblo, está a 760m.s.n.m. -, entonces el clima es bien fresquito, y la gran cantidad de vegetación hace el aire puro. No suficiente, la casa se ubica en el cruze de dos ríos de águas límpidas y a 1.5km de caminata se encontra una linda cascata. Neste paraíso es que laboré por vários días.

Un problema, todavia, no podía esperar. Cuando entré en Perú como turista, recibí un visa de 90 días, ya pasaba mas de 60 y aun estaba en el medio del camino para Ecuador.

Al me informar con la policia de migraciones, supo que se puede hacer una renova por más 90 días, sin costos (solamente tasa administrativa de s./11,70). El problema es que solo se puede hacer el trámite en algunas oficinas, y lo más prójimo de Tingo Maria es Pucallpa, capital del departamento de Ucayali, a 270km lejos. Dejé la mayor parte de mis pertences en el PC 3 de Mayo y pedaleé en cambio pesado, llevando solamente una hamaca, cocina y câmera de fotos.

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[POR]
Uma vibração incrível me tomou. Por estar mais leve do que o habitual senti livre e ágil. Pude correr grandes distâncias, e a inclinação também ajudou, já que o destino se encontra quase no nível do mar. Bem próximo do Brasil, o enorme rio Ucayali marca o fim da cidade Pucallpa e o início de uma jornada de barco que pode levar até Manaus, AM, Brasil, percorrendo o grande Amazonas.

Todavia, me restou a cidade e seus trâmites burocráticos. Por acaso cheguei bem em uma quinta de feriado, o escritório de Migrações só abriria na segunda-feira. Graças ao apoio dos bombeiros de Yarinacocha – cidade vizinha à Pucallpa -, pude me abrigar sem custos, e enquanto esperava aproveitei a descansar e conhecer um pouco essa turbulenta cidade dominada por motocars.

Ao que me parece, as atividades econômicas que mais geram ingressos na região são as extrativas. A madeira, mineração de ouro e petróleo são as atividades legais mais lucrativas. Bem que o petróleo, ao que conversei com amigos, sofreu um forte baque com a queda do preço do barril. Ao descer o preço do produto, as multinacionais que operavam deixaram a região, criando um sentimento de crise em Pucallpa.

Realizados os trâmites necessários, voltei de carona pela mesma estrada que pedalei a ida. Alguns dias ainda no PC 3 de Mayo do PNTM, parti rumo a Tarapoto a todo vapor, a aproveitar a grande quantidade de frutas como côco e cacau para alimentar-me grátis no caminho, e a grande oferta de sombras que oferece a estrada para descansar na hora quente. Não posso deixar de mencionar também a pronta ajuda que os bombeiros voluntários do Perú sempre prestam, nas grandes cidades da selva norte.

[ESP]
Una vibra increíble me tomó. Por estar mas liviano que el usual, me sentí libre y ágil. Pudo correr grandes distancias, y la inclinación también ayudó, ya que el destino se encuentra casi en el nível del mar. Prójimo al Brasil, el enorme río Ucayali marca el fin de la ciudad de Pucallpa y el início de una jornada de barco que puede llevar hasta Manaus, AM, Brasil, por el grande Amazonas.

Todavia, me quedó la ciudad y sus trámites burocráticos. Por acaso, llegué justo en un jueves de feriado, la oficina solo abría el lunes. Gracias al apoyo de los bomberos de Yarinacocha – ciudad vecina a Pucallpa -, pudo abrigarme sin costos, mientras esperaba aproveché a descansar y conocer esta ciudad tan llena de motocars.

Al que parece, las actividade económicas que más generan ingressos son las extractivas. La madera, minería de oro y petróleo son las actividades legales mas lucrativas. Bien es que el petroleo, al que charlé con amigos, sofrió una fuerte queda debido a baja del precio del barril. A su baja, las multinacionales que exploraban el producto dejarón la región, creando un sentimento de crises en Pucallpa.

Realizados los trámites necessários, volvi de camioneta por la misma carretera que pedaleé. Algunos días aun en el PC 3 de Mayo del PNTM, partí rumbo Tarapoto a todo vapor, a aprovechar la gran cantidad de frutas como cacao y coco para alimentarme grátis en el camino, y la gran oferta de sombras que ofrece la selva. No puedo dejar de mencionar también la pronta ayuda que los Bomberos Voluntarios siempre prestan, en las grandes ciudades de la selva norte.

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[POR]
A selva amazônica e as gélidas montanhas ajudaram a tornar-me mais forte para as adversidades, e mais paciente para entender aquilo que não posso mudar. Foi um período de bastante solidão, pois os peruanos, apesar de ajudarem quando necessitei, quase sempre me vêm como um estrangeiro, uma pessoa de fora. Posso dizer que de qualquer modo estou adorando, mais do que nunca, a minha própria companhia.

Ainda me faltam 600km e algumas montanhas para chegar na fronteira com Equador. Sigo mais forte do que nunca buscando diversificar meus trabalhos para mostrar a você, querido leitor, uma América Latina cheia de belezas e mistérios escondidos. Obrigado por acompanhar, e siga a página fb.com/umrisco e o instagram @avidavirouumrisco para receber novidades semanais!

[ESP]
La selva y las sierras ayudaron a tornarme más fuerte para las adversidades, y más paciente para entender lo que no puedo cambiar. Fue un período de mucha soledad, pues los peruanos, aun que siempre ayudaron cuando necesité, casi siempre me mirón como un extranjero, una persona de afuera. Puedo decir que de cualquier modo, mas que nunca, estoy disfrutando mucho de mi própria compañía.

Aún me quedan 600km y algunos cerros para llegar en la frontera con Ecuador. Sigo más fuerte que nunca buscando diversificar mis trabajos para mostrar a usted, querido lector, una América Latina llena de bellezas y mistérios escondidos. Gracias por tu presencia, y siga la página fb.com/umrisco y el instagram @avidavirouumrisco para recibir novidades semanales!    

 

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Sobre Luís Cunha

Cidadão do mundo, formado em design e atualmente freelancer na área da ilustração e do design gráfico. Fale comigo -> luisbcunha@gmail.com portifólio -> behance.net/luiscunha
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Uma resposta para Cicloviagem LatAm | Trecho 12#: Puerto Maldonado, Mde. de Dios – Tarapoto, San Martin, Peru

  1. Frank palomino disse:

    Qué gran aventura mi amigo Luis, cuídate mucho y espero volver a verte un día… un gran abrazo….

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