Cicloviagem LatAm | Trecho 11#: Tangará da Serra, MT, Brasil – Puerto Maldonado, Perú

*Artículo traducido al español

Foi uma semana de desfrute que eu e Mariana tivemos na cidade de Tangará. Compartilhamos muito com os amigos do grupo Pedale, e seguimos firmes e descansados. A idéia era pedalar rumo a aldeia dos índios Paresi, e conhecer um pouco de sua cultura, além das belas paisagens. No blog há um relato especial sobre esse percurso.

Nessa região, pouco desmatada pelos fazendeiros do gado, pudemos experimentar um pouco do clima de cerrado, e se banhar nos caudalosos ríos. Viemos em boa hora, as constantes chuvas mantinham as estradas de areia em boas condições, além das lindas quedas d’agua.

Fue una semana de descanso que yo y mariana tuvimos en Tangará da Serra, MT. Compartimos mucho con los amigos del grupo Pedale, y seguimos fuertes. La ideia era pedalear rumbo a aldeia indígena de los indios Paresi, y conocer un poco de su cultura, además de las bellas paisajes. En el blog hay un relato especial sobre eso percurso (solo en portugues).

En esa región, poco desmatada por los jefes del ganado, pudimos probar el clima del cerrado, y bañarse en los fuertes ríos. Venimos en buena hora, las constantes lluvias dejaban las carreteras de arena buenas para el pedaleo, además de lindas cascatas llenas de água.

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Voltamos para o asfalto e em dois dias de pedalada chegamos na cidade de Campo Novo dos Parecis, MT. Abrigados na casa do amigo Ademar, eu e Mariana tomamos a decisão de nos separar, e cada um seguir seus objetivos em solitário. Nos despedimos com muita emoção, e enquanto Mariana voltava em ônibus para São Paulo, amarrei meus equipamentos na magrela, e pedalei rumo Vilhena, a primeira cidade do estado de Rondônia.

No caminho a Sapezal, passei novamente pelas terras dos Paresi, e aproveitei da oportunidade para me banhar no rio Sacre. Acampei em uma aldeia, e fui muito bem acolhido, sendo convidado para a janta e café, além de ganhar um colar muito lindo.

Volvemos al asfalto y en dos días de pedaleo llegamos en Campo Novo dos Parecis, MT. Alojados en la casa del amigo Ademar, yo y Mariana decidimos por nos separar, y cada uno seguir sus objectivos en solitário. Nos despedimos con mucha emoción, y mientras Mariana volvía en autobus hacia São Paulo, armé mis equipos en la bici, y pedaleé rumbo Vilhena, la primera ciudad del estado de Rondônia.

En el camino a Sapezal, pasé nuevamente por las tierras de los Paresi, aproveche la oportunidad para bañarme en el río Sacre. Acampé en una aldeia, y fue muy bien acojido, fue invitado a ceñar y a dasayunar con ellos, además de ser regalado con un muy lindo colar.

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Quando comecei a pedalar na BR364, a partir de Sapezal, MT, tive um mal presságio. A íncrivel quantidade de carretas 9 eixos não me deixava em paz, e chegando na divisa de estados, um motorista alucinado joga o caminhão por cima de mim, quase ceifando minha vida.

Para completar encontrei com Nelson, um senhor cicloviajante que vinha pedalando do norte. Com os equipamentos quase todos avariados, me contou que foi roubado nas estradas de Rondônia. Isso foi o estopim, ao chegar na cidade de Vilhena, fui a rodoviária e comprei uma passagem de ônibus para Porto Velho. Melhor gastar R$190 e chegar ileso em cômodas 12h de viagem, do que pedalar semanas por 700km movimentadíssimos caminhos tortuosos.

A capital de Rondônia, Porto Velho, foi como uma mãe para mim. Me hospedei através do Warmshowers com o amigo Fernando, que me fez sentir em casa e me deixou muito à vontade. O amigo Márcio me levou para a reunião do motoclube Águias de Cristo, onde o pessoal fez uma corrente de oração por mim, além de me ajudar financeiramente a amortizar o custo da passagem do ônibus.

Cuando empecé a pedalear la BR364, desde Sapezal, MT, tuve un malo agüero. La increíble cantidad de camiones de 9 ejes me molestaba a todo el tiempo, y llegando a la divisa de estados, un conductor muy loco casi sacame la vida.

Para completar, me encontré com Nelson, un señor cicloviajero que estaba bajando del norte. Con sus equipos casi todos rotos, me contó que fue robado en las carreteras de Rondônia. No me quedava dudas, al llegar en Vilhena, me fue al terminal de autobus y me compré una pasaje para Porto Velho. Mejor gastar U$50 y llegar sano y salvo en cómodas 12h de viaje, do que pedalear 700km por semanas en caminos tortuosos.

La capital de Rondonia, Porto Velho, fue como una madre para mi. Me alojé por Warmshowers con el amigo Fernando. que me hizo estar en casa, y me dejo muy tranquilo. El amigo Márcio me llevó para a reunião del motoclub Águias de Cristo, dondo la gente hizo una corriente de oraciones por mí, además de ayudarme financieramente para que page el costo de la pasaje del autobus.

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Depois de 10 dias de descanso, era hora de pedalar. Seguí firme e forme rumo ao Acre. As estradas melhoraram muito, e também a variadíssima quantidade de alimentos do ocidente amazônico contribuiu muito para o humor.

O clima hiper úmido da amazônia, misturado ao forte calor, fez cair muita água dos céus. Não reclamei, já que a água vinha sempre em muito boa hora, a refrescar o couro cansado do sol. Devido a umidade, as noites foram frescas e pude dormir na minha recém-adquirida rede.

Después de 10 días de descanso, ya era hora de pedalear. Segui fuerte rumbo acre. Las carreteras mejoraron mucho, y también la gran cantidad de alimentos del occidente amazónico me hizo muy contento.

El clima súper húmedo de la amazonía, junto al fuerte calor, hizo llover mucho. No reclamé, ya que la água venia siempre en buena hora, a refrescar el cuero cansado del sol. Debido a la humedad, las noches se quedaron fresquitas y pudo dormir en mi nueva maca tranquilito.

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O Acre se destacou muito em minha percepção, não pela paisagem, mas sim pelas pessoas. Em todo e qualquer lugar que eu pedia apoio, era consentido. Não é que em outros lugares as pessoas não me ajudavam, é que no Acre foi especial. Me sentia realmente em casa, e as pessoas aceitavam minha condição de viajante. Pude cozinhar muito nas casas das pessoas, e além de absorver sua cultura, mostrei um pouco da minha.

Quando ainda em Rondônia, minha bicicleta começou a apresentar problemas nos cubos. Mudei meus planos de passar reto por Rio Branco, e decidi ficar uns dias na cidade. Para isso usei da plataforma de hospedagem solidária Couchsurfing, e encontrei Ledja, uma moça pernambucana que está morando em Rio Branco há um ano e meio.

É um Estado onde as pessoas usam muito a bicicleta para deslocamentos, e isso foi mais um fator que me impressionou positivamente. Em Rio Branco saiu até uma matéria para a Globo Esporte, e a bicicletaria ACBikes me patrocinou os cubos, além de uma revisão completa na magrela. Foi um trabalho fundamental para me certificar que a bicicleta aguentará os trechos no Perú. Ledja compartilha comigo do gosto por comida vegetariana, assim que compartilhamos juntos deliciosas refeições.

El Acre se destacó mucho en mi percepción, no por la paisaje, sino por la gente. En todo lado que pedía ayuda, la gente me dava lo que yo necessitava. No es que en otros lados la gente no me ayudo, es que en Acre fue especial, porque la gente entendia mi condición de viajero. Cociné mucho en la casa de las personas, y ademas de aprender sobre su cultura, yo pudo mostrar un poco de la mía.

Aun en Rondonia, mina bici empezó quedar con los cubos rotos. Mudé mis planos de pasar de tiro por Rio Branco y decidi quedarme unos días en la ciudad. Para eso, usé la plataforma digital de hospedaje solidária, el couchsurfing,  encontré Ledja, una chica de Pernambuco que vive ahí hace año y medio.

Se usa mucho la bici para moverse en Acre, eso fue más una cosa que me impresionó muy positivamente. En Rio Branco yo hice una matéria en lo periódico Globo Esporte, y el taller de bicicletas ACBikes me regaló un nuevo sistema de cubos, además de una limpieza general en la bicicleta. Fue un trabajo fundamental para que la bici aguante los tramos en Perú. Ledja gusta también la comida vegetariana, así que compartimos muchas cenas y almuerzos.

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Foram 7 dias de descanso em Rio Branco, e eu saí novo para pedalar mais quilômetros rumo a fronteira do Perú. A grande quantidade de pessoas em bike, além do pouco tráfego rodoviário fizeram da viagem uma belezinha.

No meio do caminho entre Rio Branco e a fronteira, há uma cidadezinha chamada Xapuri, a princesinha do Acre. Tem uma arquitetura bem distinta, já que foi urbanizada pelos ingleses no fim do século 19, que vieram pela febre do látex nos seringais. uma época de ouro para a região.

Conheci também a história de Chico Mendes, um seringueiro que lutou pelos direitos dos trabalhadores extrativistas e a preservação da floresta amazônica. Em 1988 ele foi assasinado dentro de sua casa por tocaios dos fazendeiros de gado, que tinham conflitos de interesses. Uma pena é ver que apesar de Chico Mendes e todo seu legado, o desmatamento para fins de pasto continua a todo vapor na região.

Fueron 7 días de descanso en Rio Branco, y yo salí nuevo para pedalear más quilômetros rumbo a la frontera del Perú. La gran cantidad de personsas en bici, además del poco trafego de autos hicieron de la viaje una tranquilidad.

En el médio del camino mientras Rio Branco y la Frontera, hay un pueblo llamado Xapuri. Tiene una arquitectura muy distinta, ya que fue urbanizada por los ingleses en los fines del siglo 19, que vinieron por lo caucho de los seringales. Una época de oro para la región.

Conocí también la história de Chico Mendes, un seringuero que lucho por los direitos de los trabajadores del extrativismo y la preservación de la floresta amazónica. En 1988 el fue asaseñado en su casa por tocayos de los jefes del gado, que tenían conflitos de interés. Es una verguenza que, por más que haya un legado de Chico Mendes, lo desmatamento para pasto está a todo vapor en la región.

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De Xapuri a Assis Brasil (a fronteira), pedalei com muita calma. Sabia que o meu Brasil estava acabando e ia começar uma nova fase, com menos água gelada na caramanhola e experiências incertas.

Ao fim do dia, sempre procurava acampar na casa das pessoas, a fim de ter um pouso seguro, abrigado da chuva, e também de compartilhar experiências. Foi em um desses acampamentos que conheci Lucio, um Sr. de 43 anos que vive há 6 anos nessa região do Acre. Com ele provei a carne de Cotia, além de saber mais sobre a enorme fertilidade da terra, onde tudo que se planta, floresce

Desde Xapuri hacia Assis Brasil (la frontera), pedaleé con mucha calma. Yo Sabia que me Brasil estaba acabando y iba a empezar una nueva etapa, con menos água fria en la botella y experiencias incertas.

Al fin del día siempre procurava acampar en la casa de la gente, con fines de tener un espacio abrigado de la llúvia, también de compartir experiencias. Fue en un desos campamentos que conocí Lucio, un seÑor de 43 aÑos que vive hace 6 en esa región de Acre. Con el probé la carne de Cotia, además de conocer más sobre la enorme fertilidade que tienen esas tierras, donde casi tudo que se planta, floresce!

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Realmente ao entrar no Perú, acabou a água gelada. Mas foram tantas surpresas boas que quanto a isso nem me dei conta. O clima amazônico é o mesmo, porém o governo peruano proteje muito mais as matas do que o Brasil. Há gado e extração de madeira, mas uma grande parte do território fica intacto, o que faz a natureza forte. Em algumas partes da estrada, pela primeira vez eu me sentía envolto pela amazônia. Também há grandes terrenos dedicados a plantações de frutas, como a banana e o mamão. A cada parada, eu me deliciava com os gigantes mamões.

Depois de algumas fortes subidas até Ibéria, começam pampas, que aliado ao vento a favor, fazem a viagem muito mais fácil. Pedalei tranquilo até a cidade de Puerto Maldonado, a capital do departamento Madre de Dios. Posso dizer que sentí o povo peruano muito acolhedor de cozinha peculiar.

Realmente al entrar en Perú se acabó la agua fría. Mas fueron tantas buenas sorpresas que ni me di cuenta. El clima amazónico es el mismo, pero el gobierno de Perú lo proteje mas que en Brasil. Hay ganado y madereras, pero es mas controlado, lo que hace la naturaleza en su vuelta más fuerte. En algunas parte de la carretera, por la primera vez yo me sentía adentro de pura amazónia.

Después de algunas fuertes trepadas hacia Ibéria, empeza la pampa, que junto al viento en favor, hace la viaje más cómoda. Pedaleé tranquílo hacia la ciudad de Puerto Maldonado, la capital del departamiento Madre de Dios. Puedo decir que senti la gente peruana muy acogedora, y de cocina esquisita.

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Sigo me preparando para novamente cruzar as cordilheiras. Será um trecho muito difícil até Cuzco, mas creio que muito recompensador. Muito obrigado amigo leitor por sempre estar me acompanhando, em breve novos relatos e paisagens das montanhas peruanas!

Estoy preparándome para el cruce de cordilleras nuevamente. Será un tramo muy difícil hacia Cuzco, pero creo que muy recompensador. Muchísimas gracias al amigo lector por siempre estar a compañarme, en un rato nuevos relatos y paisajes de los cerros peruanos!

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Sobre Luís Cunha

Cidadão do mundo, formado em design e atualmente freelancer na área da ilustração e do design gráfico. Fale comigo -> luisbcunha@gmail.com portifólio -> behance.net/luiscunha
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Uma resposta para Cicloviagem LatAm | Trecho 11#: Tangará da Serra, MT, Brasil – Puerto Maldonado, Perú

  1. Aguardando ansiosamente pelo relato dessa transição fantástica da Amazônia para os Andes em um punhado de kms. Bom pedal pra você!!

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