Cicloviagem LatAm | Trecho #9: Cochabamba, Bolívia – Campo Grande, MS, Brasil

*Artículo traducido en español

Foi praticamente um mês de descanso entre os dias 6 de setembro, até o dia 2 de outubro. Matei as saudades de Mariana, conheci sua linda família, e renovei minhas energias. Esse último trecho de quase 2000km foi de puro pedal, não arreguei em nenhuma subida, e o coração pulsava forte de saudades do meu Brasil. É hora de voltar pra casa.

Fue casi un mes de descanso mientras los dias 6 de septiembre y 2 de octubre. Encontré Mariana, conocí su linda familia, y renové minas energias. Eso ultimo tramo de praticamente 2000km fue de puro pedal, no hey rompido las pelotas in ni siquiera una trepada, y mi flaco corazón latía por Brasil. Es hora de volver a casa.

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Atravessar as cordilheiras orientais da Bolívia não foi tarefa fácil. tomei a ruta 7, que tem menos tráfego, apesar dos 150km de estrada de terra e 350km de péssimo asfalto.

Creio que essa foi a região mais pobre que passei em todo meu recorrido. Em nove dias até Samaipata, não sentei sequer uma vez em um vaso sanitário. Os povoados não possuem saneamento básico, e não há coleta de lixo. A crise de água é evidente e as pessoas armazenam o líquido em galões. Isso facilita a proliferação de doenças, e não foi atoa que fiquei mal da pança em quase todo esse percurso.

Apesar de toda essa miséria, todos os dias os locais partilhavam seu almoço comigo, além de muitas vezes me presentear verduras. A hospitalidade do povo boliviano definitivamente marcou em minhas recordações.

El cruce de las cordilleras orientales de Bolivia no fue una changa. Tomé la ruta 7, que tiene menos tráfego de autos, pero 150km de rípio más 350km de calzada en mal estado.

Creo que esa fue la región más pobre que pasé en todo mi recorrido. En nueve días hacia Samaipata, no senté en una vez siquiera en un inodoro. Los pueblos no tienen saneamiento básico, y lo gobierno no recorre la basura. La crisis del agua es evidente y la gente la almacena en bidones, lo que facilita la proliferación de enfermidades, y no acaso yo me quedé mal de la panza con mucha regularidad.

a pesar de toda la miséria, todos los días la gente me invitaba a compartir de su alimento, y muchas vezes me regalaban verduras para llevar. La hospitalidad del pueblo boliviano marcó en mis recuerdos.

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Depois de cruzar a última serra de 3500m de altitude em 2016, cheguei em Samaipata, o charmoso povoado turístico das cordilheiras orientais de Bolívia. Lá, troquei trabalho por hospedagem no hostel Jaguar Azul, e pude organizar minha chegada em Santa Cruz de la Sierra.

Recebi um convite para fazer uma palestra na capital cruzenha, e fiquei muito honrado de receber essa atenção. Eu necessitava de novos aros e pneus para bicicleta, além de apoio para ficar na cidade por 5 dias. Os 6 dias em Samaipata foram fundamentais para o sucesso da palestra.

Después de cruzar los últimos cerros de 3500m de altitud en 2016, llegué en Samaipata, lo encantador pueblo turístico de las cordilleras orientales de Bolivia. Allá, cambié trabajo por alojamiento en el hostel Jaguar Azul, y pude organizar mi llegada en Santa Cruz de La Sierra.

Recibí una invitación para hacer una charla en la capital  cruceña, y me quedé muy honrado de tener esa atención. Yo necesitaba de nuevos aros y cubiertas para la bici, además de apoyo para quedarme en la ciudad por 5 días. Los 6 días en Samaipata fueran fundamentales para el sucesso de la charla.

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Ao chegar à noite em Santa Cruz em um pedal de 110km, fui recebido pelo amigo Edgar Zuleta. Ele quem organizou toda a logística da palestra, angariou os patrocinadores (Inch Customs, Pedaleros del Urubó, Águas Claras e CPD), e me levou ao pouso na cidade.

A palestra foi um sucesso, eu fiquei extasiado de contar sobre minha experiência, além de mostrar como faço para planificar os trechos e estudar rotas. O amigo Rodrigo, dono e mecânico da excelente bicicletaria Inch Customs lavou minha bike, trocou toda a relação (catraca, câmbio, corrente e pedivela), me deu um banco novo e me levou na Torrez Bikes para trocar os aros (patrocínio do Marcelo de Pedaleros del Urubó). Recebi também um grande apoio financeiro dos ouvintes da palestra, o trecho Cochabamba/BO – Corumba/BR foi inteiramente patrocinado pelos amigos.

Não posso deixar de mencionar Mariolly, que não pôde comparecer na palestra, mas me convidou para uma sessão de corte de cabelo e pedicure em seu salão de beleza. Conversamos muito, e eu saí de Santa Cruz novinho em folha. Muito obrigado a todos os amigos. a emoção de partilhar minhas experiências é o que faz eu pedalar até o próximo povoado. Muito obrigado a todos amigos!

Llegué en Santa Cruz en la noche, después de pedalear 110km fue recibido por lo amigo Edgar Zuleta. El quien organizó toda la logística de la charla, ubicó los auspiciadores (Inch Customs, Pedaleros del Urubó, Águas Claras y CPD) y me llevó a mi alojamiento en Santa Cruz.

La charla fue un gran sucesso, yo me quedé re contento de compartir mis experiencias arriba de una bicicleta por 5 países de sudamérica. Lo amigo Rodrigo, dueño y maestro de el lindo taller Inch Customs, lavó mi bici, cambió todos los componentes (cadena, piñon, vela, cambio, cabos), regaló una montura y me llevó a Torrez Bikes para cambiar los aros (auspício de Marcelo de los Pedaleros del Urubó). Recibi tambíen un gran apoyo en financiero en la charla, todo el tramo Cochabamba/BO – Corumbá/BR fue auspiciado por los amigos.

No puedo dejar de hablar de Mariolly, que no pude venir a la charla, pero me invitó a cortar pelos y hacer pedicura en su peluquería. Charlamos mucho, y yo salí de Santa Cruz nuevito. La emoción de compartir mis experiências é lo que me hace pedalear hacia el próximo pueblo. Muchísimas gracias a todos amigos!

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Ainda em Santa Cruz, conheci os amigos Sol e Nuvem, que trabalham com artesanato fazendo a reciclagem de lixo. Eles estão viajando em carro e difundindo seu projeto através de palestras e workshops. Gostei muito de conhecer esse trabalho, porque desde os pampas brasileiros, eu já não via mais coleta seletiva de lixo, e nem pessoas engajadas em reciclagem. Pude provar um pouco desses efeitos na Bolívia. Não foram poucos os lugares que acampei junto a montes de plástico, latinhas de cerveja e garrafas de vinho. Todos materiais que levam mais de 200 anos para se deteriorar na natureza.

Aún en Santa Cruz, conocí los amigos Sol y Nube, que trabajan con artesania de basura reciclável. La pareja está viajando en auto y difundiendo su proyecto en ventas, talleres y charlas. Me gusto mucho conocer eso trabajo, porque desde los pampas brasileños ya no mirava más basureros de recicláveis, ni siquiera gente engajada en lo tema. Pude provar un poco de los efectos en Bolívia. No era raro acampar junto a montes de basura.  

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O trecho Sta. Cruz – Corumbá é o início da pampa pantaneira. A maior área permanentemente alagada do mundo. Muito calor, mosquitos à vera e uma gente muito simples, porém muito generosa e acolhedora. Não me esqueço do pueblo de Motacucito, onde passei minha última noite na Bolívia. Pedi para acampar em uma casa, e ao saber que era minha última noite na Bolívia, o rapaz comprou cerveja para comemorarmos, além de ceder seu quarto – onde dormia ele, a esposa e a filha – para que eu descansasse minhas costas em um colchão.

El tramo Sta. Cruz – Corumbá es donde empieza la pampa pantanera. La mayor area permanentemente  alagada del mundo. Mucho calor, mosquitos en serio y una gente muy simple, pero muy acogedora. No me olvido de Motacucito, el pueblo donde pasé mi ultima noche en Bolivia, el muchacho me dejo acampar em su casa, pero cuando supe esa era mi última noche en Bolivia, compró cerveza para brindarmos, y me ofreció una habitacion para yo dormir en una cama. 

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Não pude deixar de notar as lindas paisagens também. Conheci o lindo santuário de Chochis, que fica encravado em um monolito no meio da pampa boliviana, e los hervores, que é o maior rio de águas termais da américa do sul (5km de extensão).

Minha entrada no Brasil, por Corumbá/MS, foi muito bacana. O Diário Online fez uma linda reportagem sobre a cicloviagem, além de me colocar na primeira página do jornal impresso, e reservar um caderno inteiro para falar sobre o projeto.

O único inconveniente foi o furto da minha máquina fotográfica. A matéria do jornal chamou muita atenção, e três colombianos que estavam hospedados na mesma casa que eu roubaram minha câmera enquanto eu dormia. Eu segui a viagem registrando as imagens com minha outra câmera compacta.

No pude dejar de notar las lindas paisajes también. Conocí el maravilloso santuário de Chochis, que se queda en médio de un cerro en la pampa boliviana, y los hervores, que es el mayor río de águas calientes en sudamérica (5km).

Mi entrada en Brasil, por Corumbá/MS, fue tranquila. El periódico Diário Online hizo un lindo artículo sobre la cicloviaje, además de salir en la tapa del periódico impresso.

La única molestia fue el furto de mi cámara de fotografia. El artículo del periódico llamó mucha atención, y 3 colombianos que estaban en la misma casa que yo, robaron mi cámara mientras yo dormia. Yo segui la viaje sacando fotos con mi cámara compacta.

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De Corumbá pedalei pela Estrada Parque até Porto da Manga, pude ver muitos animais, além de jacarés, capivaras, muitos pássaros, tamanduá-bandeira, eu vi uma onça bem de longe passeando na estrada. Uma pena eu não ter o equipamento fotográfico adequado para registrar os animais, mas pude ver-los em seu esplendor selvagem, e isso é o que importa. Os bens materiais a gente corre atrás novamente.

Voltei a BR262 depois de ficar dois dias abrigado da chuva no Passo do Lontra. O amigo Luciano me proveu pouso, além de me servir o café, almoço e janta. Muito obrigado!

Desde Corumbá pedaleé por la “Estrada Parque” hacia Porto da Manga, pude mirar muchos animales, además de yacarés, capibaras, muchos pájaros, tamanduá-bandeira, yo hey mirado una linda onça (jaguar de pelos amarillos con puntos negros) lejos en la carretera. No tenía lo equipo fotográfico para registrar los animales, pero la alegría de mirar esos selvagens en su habitat es encantadora. Los bienes materiales van y vienen.

Volvi a BR262 después de quedarme dos dias en Passo do Lontra. El amigo Luciano me alojó, además de compartir el desayuno, almuerzo y cena. Muchas gracias!

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Na altura de Miranda virei à direita para Bodoquena, a região serrana do pantanal. Algumas subidas, porém o visual lindo dos morros e os grandes rios de água cristalina compensaram o esforço.

Desci sul até Bonito, pequena cidade turística muito acolhedora. O pessoal da Pousada do Peralta me deu um apoio e pude acampar grátis por uma noite. No dia seguinte voltei a subir nordeste em uma estrada de chão, em três dias cheguei em Aquidauana.

En Miranda, fue derecha para Bodoquena, la región de sierras del pantanal. Algunas trepadas, pero las lindas paisajes y los ríos de agua translúcida compensan el esfuerzo.

Bajé sur hasta Bonito, pequeño pueblo turistico. La pousada Peralta me apoyó, y pude acampar grátis una noche. En el próximo día, volvi a pedalear nordeste por rutas de rípio, y en tres días, llegué a Aquidauana.

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Antes de seguir para Campo Grande, ainda fiz um desvio em estrada de terra para conhecer Camisão e Piraputanga. É uma região muito linda, de rios limpos e uma gente muito hospitaleira. Também achei as formações rochosas um pouco parecidas com Chochis, Bolívia.

A capital do MS, foi a melhor “cidade grande” que entrei do ponto de vista da bicicleta. Desde a cidade Indubrasil há uma ciclovia em muito bom estado, e nas avenidas principais de Campo Grande, tem sempre uma linda ciclovia, bem sinalizada e segura.

Agora o momento é de descansar e matar as saudades. Estou hospedado na casa dos senhores Odair e Beth, e meus pais vieram de SP me recorrer. Vou passar o natal e ano novo em casa, e só na segunda semana de 2017 que eu volto para Campo Grande pra pedalar, sempre norte, rumo ao México.

Obrigado a todos os amigos e leitores que me acompanham em 2016. Conhecer 5 países em quase 11 meses de pedalada foi uma tarefa muito prazerosa, nem sempre fácil, mas é graças ao incentivo de cada um de vocês que eu tenho forças para continuar no trecho. Boas festas!

Antes de seguir rumbo Campo Grande, aún hice un detour para conocer Camisão y Piraputanga. És una región muy linda de muchos ríos límpidos y una gente muy buena onda. Lo cerros se parecen um poquito con los de Chochis, Bolívia.

La capital de Mato Grosso do Sul fue la mejor “gran ciudad” que entré do  punto de vista de la bici. Desde lo pueblo Indubrasil hay una ciclovia en muy buen estado, y en la ciudad de Campo Grande todas las avenidas y calles largas tienen una linda area para el pedaleo.

Ahora es momento de descansar y encontrar mi familia. Estoy alojado en la casa de los Srs. Odair y Beth, y mis padres vinieran recorrerme desde São Paulo. Voy pasar la navidad y año nuevo en casa, y solo en enero, volvo a Campo Grande para pedalear, sempre norte, hasta México.

Muchas grácias a todos amigos y lectores que me acompañan en 2016. Conocer 5 países en casi 11 meses de pedal fue una experiencia encantadora, as veces un poco difícil, pero gracias a la buena onde de cada un de ustedes que tengo ganas de manter el tramo. Buenas fiestas!

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Sobre Luís Cunha

Cidadão do mundo, formado em design e atualmente freelancer na área da ilustração e do design gráfico. Fale comigo -> luisbcunha@gmail.com portifólio -> behance.net/luiscunha
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