Cicloviagem: LatAm | Especial: 17 dias pedalando no Vale Europeu (SC) sem pagar hospedagem

Desde o início de março tenho pedalado em itinerário diferente da proposta inicial do meu projeto. Fiquei encantado com a região do Vale Europeu, e consegui convencer a Mariana a pedalar comigo durante seus sete dias de férias no trabalho. Dessa forma, arrumei uma desculpa pra voltar de Rio do Sul e poder conhecer outras regiões do vale.

Em 17 dias de pedal gastei R$200, e nenhum centavo com hospedagem. Para isso foi necessário pedalar carregando um peso de +/- 25kg, que se distribuía em roupas, cozinha (fogareiro, panelas, talheres),comida, equipamento de camping e também câmera, tripé, caderno, estojo e aquarela. No mapa abaixo destaco todo o trajeto, bem como as áreas de camping:

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Depois de oito relaxantes dias com os amigos em Rio do Sul/SC, parti direto pra Timbó, onde acampei no Jardim botânico da cidade. Estrutura muito boa com ducha fria, lugar coberto pra montar a barraca, e ainda por cima as 7h da manha seguinte duas senhoras que cuidam do lugar trazem café com leite quentinho. Depois do café segui sentido a cidade de Dr. Pedrinho, onde acampei na cachoeira Salto Donner.

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Do Salto Donner conversei com os locais e decidi seguir sentido a cachoeira do Paulista, onde fiquei acampado duas noites, devido ao maravilhoso espaço para camping. Além de banheiro com ducha fria e torneira de água potável, o pessoal do bairro cuida muito bem do local, mantendo a grama baixa e também deixando lenha para se fazer fogueira.

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Com aperto no coração, saí da cachoeira do Paulista e voltei à benedito novo, onde toquei para Alto Cedro. Na serra nao encontrei boas quedas d’água para camping. Chegando no fim da serra encontrei um campo de futebol anexo a um bar desativado, fui aos fundos e notei que o leito do rio passava por alí. Dormi tranquílo na beira da estrada depois de um banho.

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Já próximo à cidade de Rio dos Cedros, me informo com locais e decido subir para Palmeiras, na região dos lagos. Me decepcionei pois todas as áreas boas de camping na baira do lago eram cercadas. Pedi autorização e pude acampar atrás do Mercado Palmeiras, em uma ótima área de churrasqueiras à beira do lago. O local dispunha de ducha quente e também ponto de tomada. Pude carregar meus eletrônicos e dormir tranquilo. De lá segui pelas serras de Garibaldi para Corupá.45

 

Já conhecia Corupá, então me adiantei logo e acampei à beira de um riacho, na estrada que vai para a Rota das Cachoeiras. Lá conheci o senhor Urubis e seu gurí. Ele me ajudou muito com provimentos e água, e insistindo para que eu ficasse mais uma noite. Aproveitei para limpar o local e combinei com ele de levar ao lixo os sacos separados.

Seguí sentido ao Parque natural do Braço Esquerdo, que fica do outro lado do centro de Corupá, sentido Ano Bom e São Bento do Sul. Depois da subida mais difícil da viagem (elevação de 350m em 1,5km) descobri que o parque tem uma estrutura muita boa, e ótima área para camping. Conversei com o rapaz que gerencia o local, e ele me deixou acampar lá em troca de umas fotografias.

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Após esses 9 dias de passeio finalmente chegou o dia: Mariana chega dia 20/03 na rodoviária de Jaraguá do Sul. Encontro-a e iniciamos nosso passeio sentido Pomerode e depois Timbó e Dr. Pedrinho.

Foram sete dias de muita alegria e diversão. Mariana se mostrou em ótima forma física e pudemos fazer todo o trajeto planejado. Na serra de Pomerode fomos acolhidos pelo Sr. Gilberto e seu filho Rafael, nos ofereçeram um ótimo almoço, além de uma aula sobre arquitetura e história da região.

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Esses 17 dias foram de diversão e felizes reencontros. Pude desfrutar intensamente da natureza, além de conhecer (e em alguns casos reencontrar) pessoas honestas e trabalhadoras.

Claro que levei uma vida simples, porém devido ao fato de estar sempre bem preparado, pude aproveitar cada momento, sempre bem alimentado e feliz por amar e se sentir amado. Sigo só agora, rumo ao Rio Grande do Sul. Fique ligado nos meus movimentos!

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Sobre Luís Cunha

Cidadão do mundo, formado em design e atualmente freelancer na área da ilustração e do design gráfico. Fale comigo -> luisbcunha@gmail.com portifólio -> behance.net/luiscunha
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7 respostas para Cicloviagem: LatAm | Especial: 17 dias pedalando no Vale Europeu (SC) sem pagar hospedagem

  1. Pingback: a vida virou um risco

  2. Mauricio Matos disse:

    Fantástica a sua aventura. Pretendo fazer esse trecho em janeiro. Qual a sua barraca? Não terei mta grana. Mas pelo que vi, dá pra fazer com pouco recursos. Vlw

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    • Luís Cunha disse:

      Nessa epoca minha barraca era a Aztec minipack. Vai com tudo pois a região é maravilhosa e muito segura. Nao se preocupe em pagar hospedagem. Ao fim de cada dia vc pede autorizacao pra acampar onde estiver e eh muito tranquilo. Lembra de ter uma esteira isolante boa e um saco de dormir razoavel. Isso garante uma noite de sono confortavel dentro da barraca.

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  3. otavioremedio disse:

    Olá Luis, mto legal sua viagem, parabéns.

    Será que você consegue passar um checklist de tudo o que vc leva numa viagem assim pra eu poder ter uma noção? E quanto tempo você demora pra montar/desmontar o acampamento na viagem?

    Uma curiosidade, vi que você prefere jogar a maior parte do peso na frente da bike, tem alguma vantagem ou é apenas gosto mesmo? Sempre uso na parte traseira, mas tenho a impressão que nas subidas e pior além de parecer judiar mto da parte de trás da bike.

    Abs!

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    • Luís Cunha disse:

      Olá Octavio, obrigado pelo comentario!!!
      Basicamente eu levo equipamentos para abrigo (roupas segundo o clima, barraca, esteira isolante, saco de dormir, toldo 3x2m e rede de dormir), cozinha (comidas, fogareiro, panelas, prato, copo e garrafa termica) e equipamentos pra trabalho (camera fotografica, computador, caderno, canetas, pincel, serrinha, arame, alicate). Tambem levo sempre as ferramentas pra tirar roda, camara de ar extra e ocasionalmente um pneu sobressalente.
      Quanto ao tempo de armar/desarmar o acampaamento varia, pois se fico na casa de alguem que tem cozinha e cama já nao tenho que tirar um monte de coisa da bicicleta, entretanto em um acampamento que eu tenho que arma barraca e cozinhar uma janta/café normalmente levo 2h entre levantar, toma cafe da manha e guardar tudo.

      Gosto de distribuir o peso na bicicleta de forma igual, assim que ela fica mais estavel e eh maia facil fazer sibidas. Nesse trecho da viagem eu havia deixado varios equipamentos da casa de um amigo e fui mais leve, por isso ficou com mais peso na frente.
      Grande abraço e muita sorte nas estradas!!!

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      • otavioremedio disse:

        Nossa, deve ficar bem pesado rsrs.

        Muito obrigado pelas dicas, espero um dia fazer algo acampado, ainda não tive coragem.

        Abs.

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  4. Gabriel Barbosa disse:

    Top, vou fazer manutenção da bike e partir

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